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    Vídeo de soldados americanos urinando em mortos suscita condenação unânime

    Um vídeo de soldados americanos urinando nos corpos de supostos talibãs foi fortemente condenado nesta quinta-feira no Afeganistão, atiçando as tensões no momento em que os rebeldes anunciaram a continuação da Jihad (guerra santa), apesar das perspectivas de negociações de paz com Washington.

    Os Marines identificaram a unidade à qual pertencem os quatro soldados exibidos no vídeo, declarou nesta quinta-feira à AFP o porta-voz deste corpo de elite do Exército americano.

    "Acreditamos ter identificado a unidade. Não podemos revelar seu nome no momento porque o incidente continua sob investigação", disse em uma mensagem eletrônica o coronel Joseph Plenzler, porta-voz dos Marines. Um alto funcionário militar indicou também à AFP que o Pentágono acredita ter identificado os quatros soldados nas imagens.

    O vídeo ainda não teve a sua autenticidade confirmada, indicou o porta-voz do Pentágono, John Kirby, mas, segundo ele, "não há indicação alguma que leve a pensar que ele não é autêntico".

    A secretária de Estado, Hillary Clinton, manifestou nesta quinta sua "consternação" e considerou que "quem quer que tenha participado ou esteja a par (deste incidente) deverá prestar contas".

    O secretário americano de Defensa, Leon Panetta, lamentou o comportamento dos quatro militares.

    "Vi as imagens e considero o comportamento absolutamente lamentável", afirmou em um comunicado o chefe do Pentágono.

    O vídeo provocou a ira do presidente afegão, Hamid Karzai, que se disse "profundamente chateado com esta profanação dos corpos de três afegãos por soldados americanos" e pediu ao governo americano "a punição mais severa para os culpados".

    A força da Otan no Afeganistão (Isaf) denunciou um "ato desrespeitoso cometido por um pequeno grupo de indivíduos americanos, que certamente não servem mais no Afeganistão e que desonram os sacrifícios e os valores centrais de cada membro representando as cinquenta nações da coalizão".

    Já os talibãs denunciaram um "ato bárbaro e selvagem". "Nos dez últimos anos, houve centenas de atos parecidos que não foram revelados", afirmou à AFP um dos seus porta-vozes, Zabiullah Mujahed.

    O vídeo lembra o escândalo de Abu Ghraib em 2004, quando as imagens de prisioneiros iraquianos humilhados por militares americanos rodaram o mundo.

    Vários casos semelhantes de supostas profanações por soldados (casos de exemplares do Alcorão jogados em latrinas, por exemplo) e a publicação por jornais ocidentais de caricaturas de Maomé causaram nos últimos anos revolta no Afeganistão, desencadeando manifestações violentas.

    "Não acho que este novo problema afete as negociações anunciadas com os Estados Unidos", considerou Zabiullah Mujahed.

    Nesta quinta-feira, os talibãs indicaram que "a jihad não vai parar", mas anunciando uma intensificação dos esforços políticos com a comunidade internacional para pôr fim ao conflito que assola o Afeganistão há mais de dez anos.

    Os rebeldes afegãos se disseram recentemente dispostos a abrir um escritório de representação no exterior, provavelmente no Qatar, para realizar negociações com os Estados Unidos, uma iniciativa histórica do grupo.

    "Estamos apenas em uma fase inicial no Qatar. Neste momento, trata-se sobretudo de uma troca de prisioneiros" com os Estados-Unidos, explicou o porta-voz dos rebeldes, que mantêm um soldado americano em seu poder há mais de dois anos e meio e impuseram como condição às negociações a libertação de seus membros mantidos presos na base americana de Guantánamo.

    Essa troca parece estar longe de ser realizada, já que o governo americano exige que, para isso, os talibãs parem com a violência no Afeganistão e reconheçam o governo legítimo de Cabul.

    Mas o que vem sendo constatado nos últimos anos é a manutenção de sua campanha de terror, com a intensificação dos atentados. Nesta quinta-feira, um terrorista suicida ao volante de um carro-bomba matou cinco pessoas, entre elas um governador distrital, e ferindo outros dez, sendo nove policiais, próximo a Kandahar (sul), segundo autoridades locais.

    Hamid Karzai, visivelmente frustrado de ter sido descartado das negociações entre talibãs e americanos, continuou nos últimos dias a denunciar as violações dos Direitos Humanos cometidas, segundo ele, durante operações militares da Isaf, comandadas pelos americanos e que fazem seu frágil governo perder terreno para os rebeldes.

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    13 comentários

    • Igor  •  3 meses atrás
      Os soldados americanos agiram errado, mas engraçado mesmo é que quando os Afegãos cortam o pescoço de estrangeiros, fuzilam e divulgam os vídeos na internet, ninguém fala nada... sinceramente, DHs é pura balela pra protefer bandido!
      • Marcelao 3 meses atrás
        q lixo de comentario
    • O. gamal  •  4 meses atrás
      Só falta o obama acusar Hugo Chaves disso tambem - impeialistas desgraçados - 11 set foi pouco
    • Heitor  •  4 meses atrás
      E no dia em que algum soldado de outro país resolver urinar nos corpos de americanos?
    • Um usuário do Yahoo!  •  4 meses atrás
      odeio o Capitalismo, embora obrigado a viver nesse regime famigerado.
      • Igor 3 meses atrás
        Te muda pra Cuba, ninguem vai sentir sua falta...
      • Marcos 3 meses atrás
        Igor, que tal se mudar para a Libéria ou para Moçambique para ver como o capitalismo funciona?
    • Um usuário do Yahoo!  •  4 meses atrás
      ta aí o país que quer salvar o mundo e só prega a bondade, afffff...ótimo exemplo de respeito.
      • jair 4 meses atrás
        Concordo, e ainda tem muito brasileiro americanófilo qu #$%$ lambendo o saco destesYankees.
    • Jack  •  3 meses atrás
      cade os direitos humanos???????? ohhh eskeci m q para os do terceiro mundo isso nao existe porque nao sao humanos.... he he he estes gajos fazem m rir
    • ali  •  4 meses atrás
      Esta próximo o dia de um atentado nuclear em solo americano, etá povo que gosta de semear desgraça no próprio quintal. É apenas uma questão de tempo: 10. 09, 08, 07, 06, 05, ...
      • Frank jones Jones 4 meses atrás
        I agree with you Mr. Ali. It is a matter of time! Sooner or later, the USA will feel the pain in its own territory. Please. DO NOT BUY AMERICAN PRODUCTS!
    • omar  •  4 meses atrás
      viripendio de cadaver isto e horrivel que maldade, ato sem pensão
    • Marco Antônio  •  4 meses atrás
      BEM FEITO!. Para os países muçulmanos que apoiam as ações dos EUA na Ásia verem a quem estão dando apoio. Um povo (norte-americanos) que respeitam muito a diversidade (racial, religiosa e cultural), para não dizer o contrário.

      Ô droga de Yahoo, vê se puclica esta!.
    • O. gamal  •  4 meses atrás
      Aliás a questão é quando ? e não se vai haver ? nunca durma tranquilo em solo norte americano........
    • cicin  •  4 meses atrás
      Os EUA ESTÃO URINANDO E ( # ) NO MUNDO INTEIRO
      E A ONU VAI JUNTO
    • Seu Antônio  •  3 meses atrás
      OS EUA MIJHAM E CAGHAM NO MUNDO. A ONU BATE PALMAS!!!!
    • TOOM  •  4 meses atrás
      Para os Americanos o resto do mundo é uma privada!
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