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    Violência após protesto contra a Vale deixa um morto na Guiné

    Pelo menos uma pessoa foi morta a tiros e cinco ficaram feridas nesta terça-feira na Guiné, durante uma manifestação de comerciantes, dias depois de a polícia agir com violência em relação a moradores que protestavam contra a brasileira Vale.

    Os comerciantes, revoltados com a insegurança, foram reprimidos pela polícia de Siguiri, cidade ao noroeste do país, segundo testemunhas e fontes humanitárias.

    Na madrugada de sábado, no sudeste da Guiné, as forças de segurança dispararam contra moradores que protestavam contra a política de recrutamento da Vale, matando cinco pessoas.

    Em Siguiri, "as forças de ordem mataram com bala real uma pessoa, um jovem de vinte anos, e feriram outras cinco, quando tentamos marchar nesta manhã (terça-feira) em direção à prefeitura" da cidade, disse uma testemunha à AFP.

    Um funcionário da Cruz Vermelha confirmou a violência, fazendo referência a pelo menos um morto.

    As forças de ordem atiraram para o ar, na tentativa de impedir que os manifestantes entrassem na prefeitura.

    Os comerciantes ergueram barricadas, queimaram pneus e saquearam a residência do prefeito, que se refugiou com a família em um campo militar, segundo as mesmas fontes.

    Em seguida, atacaram o campo militar com pedras e pedaços de madeira e queimaram veículos do Exército e cinco motos.

    "Nós estamos revoltados com a insegurança que aumentou nesta cidade, enquanto existem dois campos militares, uma brigada e duas delegacias de polícia" em Siguiri, indicou um manifestante.

    "Hoje, ninguém vai trabalhar aqui. Vamos parar a cidade. Queremos saber por que há tanta insegurança em nossa cidade", afirmou um manifestante.

    "Se é por causa do ouro que estão explorando aqui, vamos fechar a companhia Ashanti Goldfields (SAG)", instalada nesta região que possui importantes reservas de ouro, disse ele.

    Os incidentes começaram na madrugada de terça-feira, após o ataque por homens armados e vestidos com uniformes oficiais do exército contra um vendedor de ouro, em que tentaram roubar seu cofre, fazendo com que os guardas alertassem a polícia.

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