FRANKFURT e BOSTON - A Volkswagen aceitou poupar seus funcionários na Alemanha do envio de e-mails que chegavam a suas caixas postais via BlackBerry fora do horário de expediente. A maior montadora da Europa e representantes dos funcionários chegaram nesta sexta-feira a um acordo de desativar a função de e-mail dos smartphones da Research in Motion (RIM) durante a noite, disse um porta-voz da empresa, confirmando a notícia divulgada por um jornal alemão.
Os funcionários só receberão e-mails até meia hora antes ou depois do horário de trabalho, mas ainda poderão receber e dar telefonemas.
Um membro do conselho dos trabalhadores da Volkswagen, Heinz-Joachim Thust, disse ao jornal "Wolfsburger Allgemeine Zeitung" esta semana que 1.154 empregados sindicalizados de seis fábricas da montadora na Alemanha usam o smartphone que a companhia lhes forneceu e recebem mensagens a todo momento.
Os representantes do conselho foram à diretoria da Volks e se opuseram à expectativa de que os funcionários ficassem acessíveis para o trabalho o tempo todo, sob o risco de síndromes psicológicas, que, de acordo com alguns estudos, causariam dez milhões de dispensas médicas por ano.
Até agora, a decisão de interromper os e-mails no BlackBerry à noite foi muito positiva, afirmou Thust.
Fabricante do BlackBerry tem marca contestada
E por falar em BlackBerrys, a RIM, ainda irritada por ter sido forçada recentemente a mudar o nome de um novo sistema operacional (o BBX) que nem mesmo entrou em operação, enfrenta nova contestação judicial contra seu popular serviço de mensagens instantâneas, o BlackBerry Messenger.
O serviço, que permite que usuários do BlackBerry troquem mensagens de texto e arquivos, é amplamente promovido pela RIM com o uso da sigla BBM. Isso incomodou a BBM Canada, uma empresa de mensuração de audiência radiofônica e televisiva, que contestou o nome judicialmente.
O presidente-executivo da empresa, Jim MacLeod, diz que quer que a RIM deixe de usar a sigla BBM em sua publicidade. Mas a canadense admite que poderia considerar uma mudança de nome, pelo preço certo.
- Temos de ser práticos; eles operam em todo o mundo, e nós não. Mas não estamos preparados para abrir mão de nosso nome sem mais nem menos - disse.


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