• Quanto mede um pênis grande? Por que a dismorfia peniana é um problema
    Notícias
    HuffPost Brasil

    Quanto mede um pênis grande? Por que a dismorfia peniana é um problema

    Steven, um soldador de Los Angeles de 30 anos, tem um penis de tamanhoperfeitamente normal

  • Como FHC saiu da presidência para virar um próspero dono de terras
    Notícias
    Yahoo Notícias

    Como FHC saiu da presidência para virar um próspero dono de terras

    Entender os caminhos que levaram um dos mais importantes presidentes da história do Brasil a se tornar um próspero proprietário de terras

  • Maia diz que ficou sem dormir após ataques de filhos de Bolsonaro: 'eu sofria'
    Notícias
    Yahoo Notícias

    Maia diz que ficou sem dormir após ataques de filhos de Bolsonaro: 'eu sofria'

    Presidente da Câmara admitiu que possui relações apenas com Flávio e Eduardo Bolsonaro

  • Assessores do PT que ganharam a Mega-Sena vão doar para a Vigília Lula Livre
    Notícias
    Yahoo Notícias

    Assessores do PT que ganharam a Mega-Sena vão doar para a Vigília Lula Livre

    Prêmio de R$ 120 milhões será dividido entre 49 funcionários

  • Na Rocinha, traficantes ameaçam quem jogar lixo nas ruas
    Notícias
    Yahoo Notícias

    Na Rocinha, traficantes ameaçam quem jogar lixo nas ruas

    Foto de pistola apontada para cartaz com ameaça circula entre os moradores

  • Quatro turistas chineses morrem em acidente de ônibus nos EUA
    Notícias
    AFP

    Quatro turistas chineses morrem em acidente de ônibus nos EUA

    Um acidente com um ônibus que transportava turistas chineses a um conhecido parque nacional dos Estados Unidos deixou quatro mortos e pelo menos uma dúzia de feridos em estado grave, informaram as autoridades.

  • Trump ameaça soltar prisioneiros do Estado Islâmico nas fronteiras europeias
    Notícias
    AFP

    Trump ameaça soltar prisioneiros do Estado Islâmico nas fronteiras europeias

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta sexta-feira soltar prisioneiros do grupo Estado Islâmico (EI) nas fronteiras europeias se França, Alemanha e outros países não recuperarem seus cidadãos capturados.

  • Rebeldes do Iêmen estão dispostos a cessar ataques contra Arábia Saudita
    Notícias
    AFP

    Rebeldes do Iêmen estão dispostos a cessar ataques contra Arábia Saudita

    Os rebeldes huthis do Iêmen anunciaram nesta sexta-feira que estão dispostos a cessar todos os ataques contra a Arábia Saudita, em uma iniciativa para alcançar a paz no Iêmen após cinco anos de conflito.

  • PGR diz que mensagens vazadas da Lava Jato não inocentam Lula
    Notícias
    Yahoo Notícias

    PGR diz que mensagens vazadas da Lava Jato não inocentam Lula

    Mensagens não são provas lícitas, mesmo que o fossem, não inocentariam o ex-presidente, disse o PGR interino.

  • Moro nomeia para Funai diretor que acha 'absurdo' entidade demarcar terra indígena
    Notícias
    Yahoo Notícias

    Moro nomeia para Funai diretor que acha 'absurdo' entidade demarcar terra indígena

    Assim como o presidente Jair Bolsonaro, novo diretor também critica demarcação e ONGs ambientais.

  • Melhores amigos no Instagram? Só com assinatura mensal
    Notícias
    HuffPost Brasil

    Melhores amigos no Instagram? Só com assinatura mensal

    Que o mercado de influencers no Instagram anda a todo vapor, isso a gente jasabia

  • Pedro Cardoso critica 'fascismo brasileiro' e diz usar o Instagram por um chamado cívico
    Notícias
    HuffPost Brasil

    Pedro Cardoso critica 'fascismo brasileiro' e diz usar o Instagram por um chamado cívico

    Pouco antes de dormir, um garoto da periferia faz as suas preces e e atingidopor uma bala perdida dentro de seu proprio quarto

  • Irã ameaça transformar em "campo de batalha" qualquer país que atacar seu território
    Notícias
    AFP

    Irã ameaça transformar em "campo de batalha" qualquer país que atacar seu território

    O comandante da Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, advertiu neste sábado, um dia depois do anúncio de novos reforços militares americanos na região do Golfo, que qualquer país que atacar a República Islâmica verá seu território transformado no em "campo de batalha".

  • Notícias
    Folhapress

    Menina de oito anos morre baleada no Rio de Janeiro

    SÃO PAULO, SP, E RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Agatha Vitória Sales Félix, 8, morreu na madrugada deste sábado (21) no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, bairro da zona norte do Rio de Janeiro. Ela foi atingida na sexta (20) por um tiro nas costas quando estava dentro de uma Kombi que transitava pela Fazendinha, no Complexo do Alemão. Em nota, a Polícia Militar afirma que, por volta das 22h desta sexta-feira (20), equipes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Fazendinha localizadas nas proximidades das ruas Antônio Austragésilo e Nossa Senhora "foram atacadas de várias localidades da comunidade de forma simultânea. Os policiais revidaram à agressão". O relato de moradores, porém, diz que a equipe policial abriu fogo contra uma moto, e que não houve confronto. Ao Voz das Comunidades, moradores afirmaram que o disparo que atingiu Ágatha partiu da polícia. Na manhã deste sábado (21), os moradores do Complexo do Alemão realizam protesto contra a violência policial da comunidade e pela morte de Ágatha. Nesta semana, operações policiais terminaram com quatro mortes no Jacarezinho, na segunda-feira (16), e seis vítimas no Alemão, na quarta (18). O governador Wilson Witzel (PSC) foi procurado, mas sua assessoria respondeu que a Polícia Militar é que iria se pronunciar sobre o caso. AUMENTO DE MORTES A área onde está situado o Complexo do Alemão, na zona norte da cidade, teve um aumento das mortes violentas na comparação com o ano passado. Considerando os dados publicados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) para o período de janeiro a agosto de 2019, houve 62 mortes no índice de letalidade violenta. Este número é igual ao total de mortes registradas na região do Alemão em 2018. Já as mortes por intervenção de agente do Estado na localidade de janeiro a agosto de 2019 chegam a 31. Em todo o ano passado, foram 23.

  • Rebeldes relembram tomada de capital
    AFP

    Rebeldes relembram tomada de capital

    Os rebeldes xiitas huthis celebraram neste sábado a tomada da capital do Iêmen, Sanaa. Há cinco anos em conflito no país, milhares de pessoas já morreram.

  • Raoni diz que Bolsonaro não tem 'coração bom' e quer destruir indígenas
    Notícias
    Folhapress

    Raoni diz que Bolsonaro não tem 'coração bom' e quer destruir indígenas

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O líder indígena caiapó Raoni, que na próxima semana participará em Nova York de eventos paralelos à Assembleia Geral da ONU, disse que pretende um dia conversar com o presidente Jair Bolsonaro para pedir respeito aos indígenas. Para Raoni, Bolsonaro mostra que seu "coração não é bom" ao indicar que os índios devem viver como os não indígenas. O nome do caiapó foi lançado por um grupo de indigenistas, antropólogos e ambientalistas como candidato ao prêmio Nobel da Paz de 2020 e oficializado pela Fundação Darcy Ribeiro ao comitê norueguês da premiação. Raoni, cuja idade é estimada em 89 anos, disse que não gosta de ouvir Bolsonaro dizer que os indígenas "querem ser como nós", ou seja, não indígenas, conforme o presidente declarou algumas vezes. "Não é bom, não é correto, ficar falando isso. Nós, indígenas, queremos morar na nossa terra. Viver lá. Deixa viver do jeito nosso, do jeito que a gente quer viver. É isso que nós queremos. Eu acho que ele [Bolsonaro] não pensa direito. O coração dele não é bom. Eu não estou gostando", disse Raoni em entrevista à Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (20), em hotel em Brasília. As declarações de Raoni foram traduzidas pelo sobrinho dele Megaron. O líder caiapó disse que meses atrás pediu uma audiência com Bolsonaro, por meio do então presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio), Franklimberg Freitas, mas não houve resposta. No final de junho, Bolsonaro revelou que o presidente francês, Emmanuel Macron, com quem Raoni havia se reunido em Paris, indagou se ele poderia receber no Brasil o caiapó. Bolsonaro disse que não, sob o argumento de que Raoni não representa o país ou os indígenas. À Folha Raoni rebateu: "Eu não represento eles [indígenas do país], mas eu falo em defesa dos índios brasileiros, os primeiros habitantes daqui. Por eles é que eu brigo. Por eles é que eu defendo a terra, a floresta, o meio ambiente, e defendo o costume deles. Eu venho falando isso muito tempo, não é só agora que eu comecei a falar. Eu venho lutando para que vocês, todos os brancos, deixarem o índio viver em paz, na terra dele, na floresta dele". Raoni disse que não concorda com as críticas que Bolsonaro faz ao modo de vida dos indígenas. O presidente já afirmou, ao criticar ONGs, que os índios não podem ser vistos como "animais num zoológico", em referência às terras indígenas. "Eu fico preocupado do jeito que ele está querendo fazer conosco. Todo dia, toda hora ele critica, ele fala mal, ele quer diminuir terra, ele quer destruir nós. Porque ele não quer respeitar nós, não está respeitando nós, não está respeitando o índio", afirmou. "Se um dia eu chegar perto dele, eu quero falar com ele: 'Deixar nós em paz, viver em paz, sem problema'. Eu quero falar para ele parar de criticar, parar de falar mal do outro. Vamos viver em paz, vamos viver todo mundo junto, vamos viver todo mundo trabalhando, vivendo em paz", disse o caiapó. Raoni também diz ver com preocupação e condena o plano de Bolsonaro de permitir mineração em terras indígenas. Há um projeto em estudo por um grupo de trabalho na Presidência. "Ele quer fazer só coisa ruim com nós. 'Punu' quer dizer feio, ruim, na nossa língua. Não é bom, não é normal. Não é boa ideia. Eu já ouvi isso, pessoas já me contaram", afirmou o indígena. Sobre a candidatura ao Nobel da Paz, Raoni disse que uma eventual premiação não vai fazer seu trabalho parar. "Se eu ganhar, como eles estão falando, será como reconhecimento do meu trabalho, eu vou receber esse prêmio e vou continuar meu trabalho, defendendo o meio ambiente, a floresta. Vou continuar fazendo o que venho fazendo." O caiapó negou que a defesa da Amazônia feita por chefes de Estado da Europa esconda um interesse dos governos estrangeiros nas riquezas da Amazônia, como dizem Bolsonaro e generais que integram seu governo. "É mentira. Eu não penso assim. Eu vou lá na Europa, presidentes me recebem, outros ministros, outras pessoas grandes de outros países me recebem e não falam assim para mim", afirmou. "Eles querem ajudar a defender, ajudar a preservar a cultura do índio, o costume do índio, preservar a floresta, preservar o meio ambiente, preservar a Amazônia. Eles não falaram para mim que eles querem vir aqui roubar. Eles querem ajudar a preservar", disse Raoni. "Tanto o papa [Francisco] quanto todos os presidentes, os ministros, falaram isso para mim: 'Nós vamos ajudar a vocês para preservar a Amazônia. Não é só para vocês lá no Brasil, é para todos nós. Nós queremos preservar a floresta amazônica para ter um clima para poder respirar melhor." Indagado sobre o motivo pelo qual ele busca se reunir com chefes de Estado estrangeiros, Raoni disse que "lá eles apoiam". "Não só eu, estão apoiando todos os indígenas da Amazônia. Aqui só ele [Bolsonaro] pensa diferente. Quer destruir, quer acabar, quer poluir. Poluir rio, destruir a floresta, queimar a floresta, queimar o cerrado. Lá não, o pessoal quer ajudar a preservar. E aqui, não, nós que estamos morando aqui a gente está vendo, a gente está escutando Bolsonaro falar. Quer destruir." Raoni disse ainda que na quinta-feira (19) se reuniu com o presidente da Funai, o delegado da Polícia Federal Marcelo Xavier, e indagou se era verdade que Bolsonaro não vai mais demarcar terras indígenas no Brasil. Bolsonaro fez essa declaração várias vezes antes e depois das eleições de 2018. Mas, segundo Raoni, o presidente da Funai lhe disse coisa muito diferente e culpou a imprensa. "Quando Bolsonaro falou isso, eu fiquei preocupado. Mas eu fui lá ontem [19] falar com o presidente da Funai sobre demarcação. 'Toda terra que não está demarcada nós vamos demarcar, a Funai vai demarcar'. Foi assim que o presidente falou para mim", disse. "O presidente [da Funai] falou que vai ver todos os processos que já estão em andamento para levar para ministro assinar, para demarcação. Ele está acusando vocês [jornalistas]. Que a imprensa que fica falando [errado], não fala a verdade", afirmou. O líder caiapó disse que vai aguardar o cumprimento da palavra do presidente da Funai. "Eu ouvi o presidente falar e falei para ele. 'Presidente, eu vou acreditar na sua palavra, eu estou acreditando no que você está falando para mim. Agora, se você fizer errado, eu vou vir aqui falar com você'."

  • Presidente da Comissão Europeia diz que Brexit é "momento trágico"
    Notícias
    AFP

    Presidente da Comissão Europeia diz que Brexit é "momento trágico"

    A saída do Reino Unido da União Europeia (UE) prevista para 31 de outubro é "um momento trágico para Europa", declarou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, em uma entrevista publicada pelo jornal espanhol El País.

  • Ex-candidato a deputado diz que gastou fundo partidário com cerveja
    Notícias
    Yahoo Notícias

    Ex-candidato a deputado diz que gastou fundo partidário com cerveja

    Justiça Federal diz que candidato recebeu mais de R$ 1.900 do fundo de campanha

  • Notícias
    Folhapress

    Homem é preso em flagrante roubando peças no cemitério da Consolação

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um suspeito de 40 anos foi preso acusado de tentar furtar peças de bronze do cemitério da Consolação (região central da capital paulista), por volta das 23h desta sexta-feira (20). Outro criminoso conseguiu fugir.  A GCM (Guarda Civil Metropolitana) foi acionada ao local para verificar uma denúncia de furto. Chegando ao cemitério, guardas flagraram o suspeito, que estava na calçada, pegando peças que lhe eram entregues por outro ladrão, que estava dentro do cemitério.  Os GCMs prenderam o suspeito, mas seu comparsa conseguiu fugir. Ao todo, foram recuperadas 24 placas de túmulos, três "botons" de sepultura, dois vasos de bronze e uma pequena estátua. Segundo a polícia, o material está avaliado em R$ 5 mil. O caso foi encaminhado ao 78º DP (Jardins), que investiga o furto.  OUTRO CASO Suspeitos ainda não identificados levaram 75 portões de bronze de túmulos do cemitério municipal do Campo Grande (zona sul da capital paulista), no último dia 17. O crime foi constatado por um administrador de 37 anos, quando ele chegou para trabalhar no início da manhã.  O homem disse à polícia que, ao chegar ao cemitério, constatou que os dois cadeados de um portão haviam sido arrombados. Ao entrar no local, confirmou o furto dos portões de bronze em oito quadras da necrópole.  Em seguida, o funcionário foi ao 99º DP (Campo Grande), onde registrou o caso. Segundo o boletim de ocorrência feito na delegacia, somente um funcionário permanece no cemitério durante a madrugada. No local, ainda segundo o documento policial, não há câmeras de monitoramento.  RESPOSTA A prefeitura de São Paulo, gestão Bruno Covas (PSDB), afirmou que a GCM realiza a segurança dos cemitérios municipais por meio de rondas, durante os três períodos do dia. Os monitoramentos são feitos com carros e motos. As rondas são reforçadas, segundo o governo municipal, com o apoio da Polícia Militar.  Sobre o cemitério do Campo Grande, a prefeitura afirmou que substituiu os cadeados arrombados por cabos de aço.

  • Pessoas com deficiência física criticam falta de acessibilidade em SP
    Notícias
    Agência Brasil

    Pessoas com deficiência física criticam falta de acessibilidade em SP

    O universitário Paulo César de Jesus, 31 anos, enfrenta vários desafios para se deslocar pela cidade de São Paulo. Usuário de cadeira de rodas há cinco anos, quando teve uma lesão medular por ferimento de arma de fogo, ele tem que sair de casa com horas de antecedência para não perder os compromissos. Morador de Santo Amaro, bairro localizado no extremo da zona sul da capital paulista, Paulo faz fisioterapia duas vezes por semana na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), na Vila Mariana, na região centro-sul, além de frequentar a faculdade de psicologia na Avenida Interlagos, zona sul.Ele conta que a falta de acessibilidade, os obstáculos e as barreiras nas calçadas são o que mais dificultam o deslocamento pela cidade. “O pior das calçadas é justamente as calçadas. Em muitos locais, como hospitais, universidades, para chegar até eles têm subidas, às vezes o local até tem acessibilidade, mas para chegar têm obstáculos”.A reportagem da Agência Brasil acompanhou o trajeto de Paulo até chegar a AACD, instituição referência em ortopedia há 69 anos no Brasil. Ele sai de casa com três horas de antecedência para não perder o horário da fisioterapia. O primeiro obstáculo já é enfrentado antes mesmo de chegar na parada de ônibus. Paulo mora numa viela e precisa passar por uma rampa bastante inclinada para chegar até a rua.“Essa rampa é um pouco íngreme, eu consigo subi-la sozinho às vezes, eu subo de costas, mas já caí uma vez, então eu prefiro pedir ajuda para evitar. A rua é bem estreita porque tem muitos becos e muita gente deixa o carro na rua, dificultando passar”, afirmou.Ele carrega ainda uma órtese, utilizada para fazer a marcha terapêutica, o que dificulta ainda mais o deslocamento.Na parada de ônibus, Paulo precisa aguardar uma condução que seja adaptada para deficientes físicos. “Às vezes o que passa na hora não é adaptado, aí tenho que esperar o próximo”, frisa.  De acordo com informação disponível no site da prefeitura de São Paulo, mais de 50% dos ônibus de transporte coletivo da capital paulista são adaptados para pessoas com deficiência.À noite, quando vai estudar, Paulo usa o Atende – transporte gratuito destinado às pessoas com autismo, surdocegueira ou deficiência física severa. O serviço, oferecido pela prefeitura, busca Paulo na porta de casa e faz o trajeto de ida para a universidade. Paulo conta, entretanto, que costuma vivenciar situações constrangedoras.“O tempo de me colocar na van e colocar o cinto demora, nisso faz um trânsito enorme, e tudo isso já gera um stress no horário de pico e trava a rua toda”, destaca.O serviço atende apenas até as 20h e, para voltar da faculdade, ele precisa, novamente, pegar um ônibus. Paulo reclama da falta de empatia e do desconhecimento dos motoristas sobre normas que ajudam a vida dos cadeirantes.“O ponto é numa descida, mas eu peço para os motoristas pararem na curva, mais perto da minha casa. Tem uma lei que permite que o motorista pare fora do ponto, mas eles não conhecem essa lei, então eu tenho sempre que ficar argumentando e debatendo e eu acho que não deveria passar por isso, porque é uma necessidade, não é um luxo”, destaca.“Essas são as maiores dificuldades pelo local onde eu moro: a questão do transporte, chegar até o ponto do ônibus e também pela rua ser estreita”, lamenta. Vida de estudantePaulo afirma que, em geral, os locais não pensam na necessidade de locomoção das pessoas, em especial, as que têm mobilidade reduzida.“Na minha faculdade é zero acessibilidade, as pessoas me ajudam, mas é isso: se eu preciso de ajuda é porque não tem acessibilidade, é a necessidade de ajuda que caracteriza a deficiência, caso contrário eu só teria uma impedimento de mobilidade física, mas se eu posso circular sem precisar de ajuda de ninguém eu não tenho deficiência. O tempo todo eu sou lembrado que eu tenho essa limitação, pela falta de acesso. Lá não tem elevador, não tem rampa, não tem bebedouro, não tem espelho, não foi pensado para mim”.O estudante critica ainda a falta de acessibilidade nos espaços públicos. “É tudo feito pela metade, as pessoas fazem sem escutar a gente”. Ele cita, como exemplo, a principal avenida da capital, a Paulista. “Todo mundo fala que a Avenida Paulista é acessível, mas para se passar de um quarteirão para outro não é, as rampas são íngremes, então ela não é totalmente acessível como as pessoas falam”.No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, lembrado hoje (21), o universitário pede que as pessoas se conscientizem sobre a acessibilidade. “Uma pessoa que não tem deficiência não vai perceber, porque ela é ‘cega’ nesse sentido. A minha deficiência é adquirida, eu também não via essas coisas e hoje eu vejo. Acho que deveria haver uma conscientização não só para quem é deficiente, mas também para a sociedade, porque todo mundo precisa aprender, afinal são 45 milhões de pessoas com deficiência, quase 25% da população”, reforça. Calçadas acessíveisPaulo é um dos 45 milhões de deficientes do Brasil, segundo o último Censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que enfrentam diariamente os obstáculos da vida e das calçadas. Em São Paulo, um projeto tenta minimizar os desafios diários de quem se locomove pelas calçadas da maior cidade do país. Lançado em julho pela prefeitura de São Paulo, o Plano Emergencial de Calçadas prevê o investimento de R$ 400 milhões até o final de 2020, contemplando uma área de 1,2 milhão de metros quadrados, correspondente a aproximadamente 25% da área de calçamento em todo o município.As 32 subprefeituras da cidade terão, em média, três pontos de obras, nos quais serão instalados piso tátil e rampas. As calçadas deverão ter faixa livre exclusiva para a circulação de pessoas e não possuir desníveis, obstáculos temporários ou permanentes. Deverão ter superfície regular, firme, contínua e antiderrapante, além de possuir largura mínima de 1,20 metro.Uma das áreas já contempladas é a região onde fica a AACD. A prefeitura realizou a reforma de calçadas na rota acessível dos hospitais que ficam na Vila Mariana. Segundo a prefeitura, o critério para reformar uma calçada é o fluxo de pedestres, assim como a presença de equipamentos públicos como hospitais, escolas ou comércio. A proposta visa uma padronização para melhorar a mobilidade e qualidade de vida dos munícipes, direcionando para o pedestre, no mínimo, 50% da área da calçada.A região conta com o Hospital Edmundo Vasconcelos, Hospital do Rim, Hospital São Paulo, Hospital UNIFESP, Hospital da Graac, a AACD, a APAE, entre outros. O local também conta com três estações de metrô: AACD, Hospital São Paulo e Santa Cruz.Para a coordenadora de reabilitação infantil e adulto da Terapia Ocupacional da AACD, Lina Silva Borges Santos, as calçadas da região da AACD estão adequadas, mas ela lembra que deverão passar por manutenção constante para oferecer segurança às pessoas com deficiência. "Pode ser que daqui a pouco as calçadas precisem de um reparo, [se não houver manutenção], aí tem uma falta de segurança com relação às pessoas com deficiência. Já o restante das nossas calçadas precisa ser reformada".Na opinião da terapeuta ocupacional, “as leis existem, mas muitas vezes elas são não efetivas". Ela justifica: "Para as pessoas com deficiência no Brasil não é fácil sair de casa, nunca foi. Tem mais de 20 anos que a gente tem uma lei que fala das calçadas, só agora está mudando, e em alguns locais. São Paulo é muito grande, eu concordo. Mas Curitiba (PR) e Uberlândia (MG) são as duas cidades que estão quase modelos nessa questão da acessibilidade porque eles estão de fato pensando no coletivo".Lina cita a Lei Federal 10.098/2000 que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida no país.A coordenadora cita outros desafios para a pessoa com deficiência. “Há o desafio de inserção na escola, no mercado de trabalho e também para que a pessoa tenha uma vida social como qualquer um de nós. Queremos que essa pessoa entre no cinema, se locomova bem nas ruas, pegue um transporte público, então esse é o desafio, que ele tenha essa oportunidade de usar tudo que que gente faz em termos de reabilitação na vida social". Direito de ir e virMorador de Ribeirão Preto (SP), município a 315 km da capital, o universitário Samuel Davi Curi, 19 anos, frequenta a AACD a cada três meses. Ele nasceu com paralisia cerebral e broncodisplasia. Para se locomover, ele usa a cadeira de rodas, mas ainda depende da mãe para ajudá-lo. "Para eu andar sozinho é um risco, porque se eu caio e não tenho ninguém para ajudar. Para mim, isso atrapalha o nosso direito de ir e vir que está previsto na Constituição. Não temos liberdade, ficamos reclusos a determinados ambientes. Você deixa de ir a outros lugares porque não tem acesso".A mãe de Samuel, Carmem Silvia Gimenez, conta que já se acidentou com o filho em um rebaixamento de guia inadequado.  "A guia era acima de 1,5 cm  e a roda da frente da cadeira bateu, ele virou e caiu próximo a um sinaleiro. Quando conseguiram me acudir, fiquei tão nervosa que sentei na calçada para chorar. A gente não espera que esse tipo de coisa vá acontecer naquele movimento, foi assustador e revoltante.”Para Samuel, as pessoas com deficiência deveriam ser mais ouvidas. “Muito se fala em inclusão, mas não escutam os deficientes, seja ele qual for, nós não temos esse espaço hoje em dia. Eu desejo que o cidadão que não tem deficiência tenha um pouco mais de educação na área inclusiva, porque hoje em dia existe muito preconceito, eu e minha família já passamos situações muito incômodas, de discriminação mesmo."Assim como Samuel, o auxiliar de farmácia Donner Rafael Vieira, 24 anos, frequenta a AACD desde criança. Ele nasceu com má formação congênita que atingiu os dois pés e a mão direita. Ele saiu ainda bebê de Belém, no Pará, para fazer tratamento em São Paulo. Ele critica as pessoas que não respeitam os assentos preferenciais no transporte público.O auxiliar de farmácia Donner Rafael Vieira, 24 anos, critica as pessoas que não respeitam os assentos preferenciais no transporte público   Rovena Rosa/Agência Brasil"As pessoas que sentam e não levantam quando chegam um preferencial é que é, para mim, a pior coisa. Nas calçadas, as piores são as de piso irregular."Ele também espera que as pessoas sejam mais conscientes com relação às dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência. "Espero que as pessoas mudem de atitude, se as pessoas tomassem a consciência de ligar para os outros pelo menos acabaria melhorando, afinal tem o próximo".A cabeleireira Alvanice Santos de Oliveira, mãe de Larissa Oliveira de Souza, 19 anos, acredita que o transporte teve uma melhora, mas para que os deficientes físicos tenham acessibilidade plena, há sempre que melhorar. “Deveria ter mais lugares para eles fazerem a fisioterapia, a escola deveria ser mais preparada para recebê-los, porque tem muitas que não são. O transporte melhorou um pouco, mas na situação deles tem sempre o que melhorar". Elas utilizam o serviço do Atende para ir da Sapopemba, Zona Leste, para a AACD, duas vezes por semana para que Larissa faça o tratamento. A jovem nasceu com paralisia cerebral e utiliza cadeira de rodas, sempre levada pela mãe. Para ela, a calçada da região está adequada, mas em outros lugares não é assim. "Essa calçada sim, está boa. Tem muitas por aí que não, nas outras calçadas tudo é ruim, rampa, buraco, poste, tem tudo no meio do caminho", lamenta.Para o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, a cabeleireira deseja que os deficientes físicos, assim como sua filha, conquistem seu espaço. "Desejo que ela conquiste o espaço dela nesse mundo, que se desenvolva, do jeito dela, mas se desenvolva, porque não é fácil, é preciso força para lutar junto”.Mãe de Analice Santos Oliveira, de 4 anos, que nasceu com paralisia cerebral e faz tratamento na AACD, a dona de casa Jéssica Maria dos Santos também aprovou a calçada acessível, mas reforça que a realidade fora da região é outra. “Essa calçada é bem melhor porque ajuda com a cadeira, não precisa colocar tanto esforço. Tem calçada que não tem a rampa, aí preciso puxar, às vezes preciso de ajuda, mas essa é mais tranquila. Mas nem todo lugar é acessível para a cadeira, o pior são os buracos, o poste no meio da calçada o que faz a gente ir para o meio da rua porque não dá pra passar. Temos que ter sorte para viver em São Paulo com uma pessoa com deficiência”.Jéssica ainda reforça o que a cabelereira Alvanice disse sobre a falta de acessibilidade nas escolas.  “Na escola ela tem que usar o andador, porque tem escada e não tem como levar cadeira. Nem toda escola ajuda, e como ela não consegue fazer nada sozinha ela precisa de um acompanhante, o que toda escola deveria ter. Ela tinha até abril, mas já não tem mais", lamenta. Ranking nacional de calçadasAinda que esteja longe do ideal de acessibilidade, a cidade de São Paulo ficou em primeiro lugar no ranking do estudo Campanha Calçadas do Brasil 2019, divulgado na quinta-feira (19) pela Mobilize Brasil, em São Paulo.Com calçadas apresentando desníveis, pisos irregulares, largura variável e excesso de postes, a capital paulista obteve média 6,93, abaixo da nota mínima (8,0) para uma calçada aceitável, segundo os critérios do levantamento.“A cidade menos pior é São Paulo, e ela não atinge nem a nota 7, que ainda é inferior ao mínimo adequado para uma situação confortável de caminhabilidade”, disse a arquiteta e urbanista Marília Hildebrand, membro do Mobilize Brasil. “Na cidade de São Paulo, temos bons exemplos de calçadas que percorrem mais de um quilômetro, como as Avenida Paulista e da Avenida Faria Lima. Mas isso são exceções”, afirmou.Os avaliadores visitaram, fotografaram, tomaram medições e atribuíram notas de zero a dez para cada um dos 13 itens considerados na pesquisa: regularidade do piso, largura da calçada, inclinação transversal da calçada, existência de barreiras e obstáculos, condições de rampas de acessibilidade, faixas de pedestres, semáforos de pedestres, mapas e placas de orientação, arborização e paisagismo, mobiliário urbano, poluição atmosférica, ruído urbano e segurança. No critério rampas de acessibilidade, São Paulo recebeu a nota 6,79. Em regularidade do piso, a nota foi 6,71. Calçadas particularesQuando uma calçada privada (em frente à uma residência ou ponto comercial) está em más condições, o munícipio de São Paulo é notificado e deve regularizar a situação no prazo de 60 dias. Caso não faça a manutenção, está sujeito a multa no valor de R$ 439,66 por metro linear.O decreto que institui o Plano Emergencial de Calçadas autoriza a Prefeitura a executar as obras nas calçadas, inclusive de propriedades particulares. Caberá aos donos dos imóveis a manutenção e conservação após a reforma. “Esta é uma forma que a administração encontrou de atender de uma maneira mais efetiva a população reduzindo os problemas, principalmente de acessibilidade, que temos hoje”, disse o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Fernando Chucre, no lançamento do Plano.Para fazer questionamentos ou registrar queixas sobre os passeios públicos, o cidadão pode entrar em contato com prefeitura pelo telefone 156 ou nas praças de atendimento das subprefeituras.

  • Guaidó chama de montagem novas fotos com paramilitares colombianos
    Notícias
    AFP

    Guaidó chama de montagem novas fotos com paramilitares colombianos

    O líder opositor Juan Guaidó qualificou nesta sexta-feira de "montagem" as denúncias sobre suas ligações com paramilitares colombianos, após o governo venezuelano divulgar novas fotos suas com supostos criminosos.

  • Notícias
    Folhapress

    Megan Fox diz que filho sofre bullying por usar vestidos na escola

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Megan Fox, 33, revelou nesta quinta-feira (19), durante o programa norte-americano The Talk, que defende que seu filho Noah use vestidos. O menino de 6 anos já usou a peça em algumas ocasiões e recebeu críticas. "Às vezes ele se veste sozinho, com o que ele gosta de vestir, e ele gosta de usar vestidos. Eu o coloquei em uma escola realmente liberal e hippie, mas mesmo lá, que é aqui na Califónia, ainda há meninos falando 'meninos não usam vestidos' ou 'meninos não veste rosa'", comentou. A atriz diz que tenta fazer com que essas falas não abalem o filho ensinando-o a ser confiante, independente do que o digam. "Ele vestiu um [vestido] na escola há uns dois dias. Quando chegou em casa, eu perguntei: 'Como foi? Algum dos colegas da escola te disse algo?'. E ele disse: 'Todos os meninos riram quando eu entrei, mas eu não ligo, eu amo muito vestidos", disse Fox. A mamãe chegou a revelar que o filho gosta tanto de moda que já desenha algumas peças. "Ele faz o design, ele desenha as roupas [...] Ele é muito talentoso", diz.

  • Notícias
    Agência Brasil

    EUA impõem sanções ao banco central do Irã após ataques sauditas

    Os Estados Unidos impuseram sanções contra o banco central do Irã e seu fundo nacional de desenvolvimento após ataques às instalações de petróleo da Arábia Saudita no dia 14 deste mês. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a nova medida na sexta-feira (20), na Casa Branca, antes de uma reunião com o primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, chamando as novas sanções contra Teerã de "as mais altas já impostas a um país".O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, acompanhando Trump no escritório Oval, disse que o banco central era a última fonte de fundos de Teerã. "Agora cortamos toda a fonte de recursos para o Irã", acrescentou ele.O Tesouro dos EUA anunciou mais tarde em comunicado que colocou o banco central do Irã e seu fundo nacional de desenvolvimento na lista negra, que alegou ter sido usado para "transferir as reservas de moeda estrangeira do Irã para procurações terroristas".Etemad Tejarate Pars, uma empresa sediada no Irã, também foi apontada como acusada de Washington por ocultar transferências financeiras para as compras militares do governo iraniano.Mnuchin afirmou no comunicado que a ação do Tesouro fazia parte da "campanha de pressão máxima contra o Irã", também alegando que o ataque do Irã à Arábia Saudita é "inaceitável". Washington está indicando que o Irã está por trás dos ataques de drones às instalações de produção de petróleo no leste da Arábia Saudita, uma alegação que foi fortemente negada por Teerã.A última punição ocorreu dois dias depois que Trump revelou em um tweet que havia instruído Mnuchin a "aumentar substancialmente as sanções contra o país do Irã".Após sua saída unilateral do acordo nuclear com o Irã, no ano passado, Washington vem pressionando Teerã por meio de uma série de sanções, em um esforço para forçá-lo a voltar às negociações. O Irã, no entanto, mantém uma postura dura e promete retaliar contra as medidas anti-Irã dos Estados Unidos.*Agência pública de notícias da China

  • Queimadas geram alerta global
    AFP

    Queimadas geram alerta global

    Uma retrospectiva da crise ambiental na América Latina mostra que os incêndios na Amazônia e no Pantanal geraram preocupação e alerta no mundo todo. As queimadas chamaram atenção para o desmatamento na maior selva tropical do planeta, onde grandes fazendeiros, reservas indígenas e mineradores convivem em permanente tensão. De acordo com especialistas, a degradação dos ecossistemas, que está sendo acelerada pelo aumento nos focos de incêndio, pode chegar a um ponto irreversível. VERSÃO LEGENDADA

  • Caminhada em Brasília marca luta de deficientes por maior inclusão
    Notícias
    Agência Brasil

    Caminhada em Brasília marca luta de deficientes por maior inclusão

    Sempre que questionados sobre os principais desafios, a resposta dos deficientes brasileiros costuma ser a mesma: acessibilidade. Foi para levantar essa e outras bandeiras que um grupo de deficientes se reuniu em Brasília para uma passeata de luta por maior inclusão neste 21 de setembro, Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência. Eduardo George, jornalista de 32 anos que reside há dois anos em Brasília, onde trabalha com temas ligados à deficiência, contou ser bastante comum que chegue atrasado ao trabalho. Tetraplégico por má formação congênita, ele usa o transporte público para se deslocar, mas muitas vezes precisa aguardar mais de uma hora no ponto de ônibus até que consiga embarcar em um veículo cujo elevador para cadeira de rodas esteja funcionando.“Outro dia subi, mas não conseguia descer porque o equipamento quebrou”, relatou George. “É corriqueiro”. Apesar das dificuldades com acessibilidade, ele se mostrou animado com a mobilização dos deficientes. “Ainda falta muita empatia na sociedade, mas estamos saindo da fase do coitadismo”, afirmou.  A servidora pública Izana Barbosa, de 41 anos e paraplégica, considera que os deficientes de fato conquistaram direitos e maior inclusão nas últimas décadas, mas avalia que ainda assim há gargalos que impedem uma inclusão social mais efetiva no mercado de trabalho, por exemplo.Apesar de as empresas receberem incentivos e buscarem contratar pessoas com necessidades especiais, muitas vezes os deficientes não conseguem se qualificar o bastante para ter acesso às oportunidades, avalia. “Falta, por exemplo, cursos com linguagem de Libras ou em braile, até cardápios em restaurantes acessíveis são difíceis de encontrar. As pessoas acham que acessibilidade é só colocar uma rampa, e não é”, disse Izana.  A 1ª Caminhada Nacional da Luta dos Direitos das Pessoas com Deficiência no Parque da Cidade, em Brasília - Marcello Casal Jr/Agência BrasilAinda pequena, a 1ª Caminhada Nacional da Luta dos Direitos das Pessoas com Deficiência ocorreu no Parque da Cidade, no centro da capital federal, e contou com a participação de algumas dezenas de deficientes e seus acompanhantes, mas almeja se tornar uma referência e atrair nos anos seguintes deficientes de todo o Brasil para que venham à capital do país dar visibilidade a suas reivindicações.“Estamos convidando todos para se sensibilizar”, disse a secretária nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Priscilla Gaspar, sobre o evento, que contou com a organização da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência e apoio da Secretaria da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal, criada neste mês pelo governo do DF.No último Censo Demográfico, em 2010, 45,6 milhões de pessoas declararam ter algum tipo de deficiência (visual, auditiva, motora ou mental/intelectual), o que representava 23,9% da população brasileira.