• Bolsonaro comete gafe em rede social na tentativa de exaltar feitos de seu governo
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    Bolsonaro comete gafe em rede social na tentativa de exaltar feitos de seu governo

    Presidente tentou exaltar sua gestão no twitter, mas acabou chamando mais a atenção de críticos

  • #Verificamos: Foto de Caetano segurando camiseta em que se lê ‘presidente louco’ é montagem
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    #Verificamos: Foto de Caetano segurando camiseta em que se lê ‘presidente louco’ é montagem

    A Agência Lupa verificou a informação que circula nas redes de que Bolsonaro foi chamado de 'louco' por Caetano e Manuela D'Ávila.

  • Coreia do Norte dispara mísseis balísticos de curto alcance
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    Coreia do Norte dispara mísseis balísticos de curto alcance

    A Coreia do Norte disparou neste sábado (24) em direção ao mar o que pareciam ser dois mísseis balísticos de curto alcance, depois de prometer seguir sendo a maior "ameaça" aos Estados Unidos e chamar de "toxina" o secretário de Estado americano Mike Pompeo.

  • Putin promete "resposta simétrica" a teste de míssil dos EUA
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    Putin promete "resposta simétrica" a teste de míssil dos EUA

    O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou seus ministérios da Defesa e das Relações Exteriores que examinem o nível da ameaça para seu país pelos atos dos Estados Unidos e que sejam adotadas medidas exaustivas para preparar uma resposta simétrica ao recente teste de míssil na Califórnia.

  • OAB considera 'execrável' tentativa da PF de entrar em escritório de advogado de Lula
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    Folhapress

    OAB considera 'execrável' tentativa da PF de entrar em escritório de advogado de Lula

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) divulgou uma nota nesta sexta-feira (23) classificando como "execrável" o pedido da Polícia Federal para realizar buscas e apreensões no atual escritório e na casa do advogado José Roberto Batochio. Ele advoga, entre outros, para o ex-presidente Lula e já foi defensor do próprio Palocci no passado. O MPF (Ministério Público Federal) se posicionou de forma contrária e a Justiça indeferiu o pedido. A autorização foi concedida apenas para que os policiais recolhessem material do edifício em que funcionava o antigo escritório do defensor. Segundo o documento, assinado pelo presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz, a tentativa da PF é uma "execrável demonstração de que o abuso, nos dias que correm, não conhecem mesmo quaisquer limites". "É passada a hora de haver, para violências como estas, a necessária e devida repressão, mostrando-se necessária e urgente a sanção a lei de abuso de autoridade aprovada pelo Congresso Nacional", afirma ainda Santa Cruz. O pedido de busca e apreensão foi feito à Justiça com a justificativa de que a Odebrecht, segundo a PF, teria realizado duas entregas de valores em espécie em um antigo escritório do advogado, no valor de R$ 1 milhão. Os recursos teriam servido para pagar honorários a Batochio. E também seriam destinados a outro cliente do defensor, Brranislav Kontic, que recolheria recursos para a manutenção do Instituto Lula. As informações integram a delação do ex-ministro Antonio Palocci e estão ainda registradas em documentos apreendidos na empreiteira. O Ministério Público Federal defendeu o indeferimento dos pedidos com o argumento de que a análise de documentos do escritório de Batochio poderia esbarrar na "garantia de sigilo entre cliente e advogado". Em sua decisão, a juíza Gabriela Hardt acolheu em parte a manifestação do MPF. Ela afirmou que "é sempre polêmica a expedição de mandado de busca e apreensão em escritórios de advocacia, justamente em razão do sigilo existente entre clientes e advogados". Hardt optou por deferir parcialmente o pedido e concedeu o mandado de busca e apreensão somente para o edifício do antigo escritório de Batochio com a finalidade de apreender registros físicos ou eletrônicos dos acessos de pessoas e veículos ao prédio. Leia a íntegra a nota: "A propósito de notícias sobre a deflagração, nada data de hoje, da cognominada 'Operação Pentiti' pela Polícia Federal de Curitiba, em que há referência à banca do advogado José Roberto Batochio, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil vem a público manifestar o seu mais veemente repúdio à violência que se pretendeu exercer contra referido e modelar profissional da advocacia, numa execrável demonstração de que o abuso, nos dias que correm, não conhecem mesmo quaisquer limites. O advogado jamais pode ser confundido com seu constituinte. Em boa hora o Ministério Público Federal se manifestou contrariamente ao pleito de busca e apreensão formulado pelo Delegado de Polícia Federal e, com acerto e justiça, o Poder Judiciário rechaçou prontamente essa ilegal e abusiva medida, reafirmando a inviolabilidade da advocacia e a preservação do direito de defesa. É passada a hora de haver, para violências como estas, a necessária e devida repressão, mostrando-se necessária e urgente a sanção da lei de abuso de autoridade aprovada pelo Congresso Nacional. Felipe Santa Cruz Presidente Nacional da OAB"

  • Pressionado e desautorizado, Moro não tomará iniciativa de pedir demissão
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    Pressionado e desautorizado, Moro não tomará iniciativa de pedir demissão

    Ministro da Justiça deve aguentar calado os atritos com Bolsonaro e não tomará a iniciativa de se demitir

  • Mulher é presa ao tentar entrar em presídio com coxinha de maconha
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    Mulher é presa ao tentar entrar em presídio com coxinha de maconha

    A diretora do presídio autorizou que a família levasse comes e bebes para comemoração de Dia dos Pais com os detentos

  • “Devemos a Lula um julgamento justo”, admite Gilmar Mendes
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    “Devemos a Lula um julgamento justo”, admite Gilmar Mendes

    Ministro do STF ainda afirmou que há chances de anular condenação do petista

  • Polícia prende 25 suspeitos de tráfico de drogas em Belo Horizonte
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    Polícia prende 25 suspeitos de tráfico de drogas em Belo Horizonte

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Vinte e cinco suspeitos de tráfico de drogas e associação com facções criminosas foram presos preventivamente em Belo Horizonte nesta semana. As prisões são fruto de ação do Ministério Público de Minas Gerais, que investiga facções que disputam o controle do tráfico na Vila Cemig, bairro da capital mineira. TRÁFICO EM MINAS Outros nove suspeitos ligados ao tráfico de drogas no estado foram presos nesta quarta-feira (21). As prisões ocorreram em Luizlândia do Oeste e Pirapora (MG) e Brasília. Com os suspeitos, foram encontrados 12 tabletes de maconha, três pedras de crack, um revólver calibre 38, um carro, duas motos e celulares.

  • Militantes veganos exibem "churrasco de cão" junto à Torre Eiffel
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    Militantes veganos exibem "churrasco de cão" junto à Torre Eiffel

    Um "churrasco de cão" acompanhado de espetinhos de legumes surpreendeu nesta sexta-feira os turistas que visitavam a Torre Eiffel em Paris, uma ação da organização PETA para defender o veganismo.

  • Finlândia pede que UE considere banir importação de carne do Brasil por queimadas
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    Finlândia pede que UE considere banir importação de carne do Brasil por queimadas

    "Nao poderia concordar mais com Emmanuel Macron

  • Executivo dos EUA pede demissão após romance com agente russa ser revelado
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    Executivo dos EUA pede demissão após romance com agente russa ser revelado

    Patrick Byrne, diretor-executivo da empresa Overstock.com, anunciou nesta quinta-feira seu pedido demissão do cargo ao admitir que teve um romance com uma mulher russa condenada por "conspiração", um relacionamento que foi revelado através da imprensa.

  • Scarlett Johansson lidera lista de atrizes mais bem pagas da Forbes pelo 2º ano
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    Scarlett Johansson lidera lista de atrizes mais bem pagas da Forbes pelo 2º ano

    Scarlett Johansson é a atriz mais bem paga do mundo pelo segundo ano consecutivo, segundo o ranking anual da revista Forbes, publicado nesta sexta-feira.

  • Assassino de homossexuais é executado na Flórida
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    Assassino de homossexuais é executado na Flórida

    O estado da Flórida executou nesta quinta-feira Gary Ray Bowles, que confessou ter matado seis homens em 1994 em uma série de ataques contra homossexuais.

  • Thammy Miranda é nomeado para assessor da Câmara de SP
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    Thammy Miranda é nomeado para assessor da Câmara de SP

    A nomeação do artista para o cargo foi publicada na edição desta quinta-feira (22) no Diário Oficial do município

  • Coordenador de curso tenta impedir aluno com camiseta pró-Bolsonaro de fazer juramento em formatura
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    Coordenador de curso tenta impedir aluno com camiseta pró-Bolsonaro de fazer juramento em formatura

    Docente perguntou se outro aluno poderia cumprir o ato; Universidade não comentou o caso

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    Em rua boêmia de BH, 'museu das putas' vira disputa ideológica

    BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - Um senhor idoso com a camisa aberta até o meio do peito, um jovem estudante, um homem apressado. No entra e sai das portas na rua Guaicurus, centro de Belo Horizonte, se vê todos os tipos de homens. São o público dos "sobe e desce", hotéis onde as prostitutas atendem. O nome vem do movimento nas escadas que levam até os corredores cheios de quartos. A Guaicurus sempre foi conhecida como zona boêmia e pelos armazéns que recebiam carregamentos de arroz, feijão e café. Dizem que o cineasta Orson Welles passou pelo Montanhês Dancing, certa vez, nas imediações do Magnífico Hotel, onde uma longa fila de homens se formava para ver Hilda Furacão.  Com o passado presente nas fotos e desenhos espalhados nas fachadas, a Guaicurus virou centro de discussão em julho, graças a um vídeo em frente ao casarão que deve virar o Museu do Sexo das Putas.  "Acreditem se quiserem", diz o autor, após filmar a placa onde aparece o nome do Fundo Municipal de Cultura e do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural. "É isso aí, o dinheiro dos contribuintes de Belo Horizonte", conclui.  O vídeo abriu disputa ideológica. Três deputados estaduais -Sargento Rodrigues (PTB), João Leite (PSDB) e Gustavo Santana (PL)- pediram que a Assembleia Legislativa encaminhe requerimentos sobre o caso ao presidente Jair Bolsonaro e à ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves.  O vereador Jair Di Gregório (PP), evangélico e autodenominado "vereador da família", fez seu próprio vídeo no local. Ele afirma que "ninguém é intolerante", mas que o museu seria uma aberração. O imóvel em questão é o número 471, de estilo eclético, construído nos anos 1910. Segundo as histórias da rua, ali foi uma das primeiras casas de prostituição de BH. Zazá, 67, que chegou nos anos 1970 a Guaicurus, viu funcionar no lugar a Casa da Florinda.  Sem emprego e com filhas pequenas, Zazá conheceu uma mulher que a convidou para trabalhar como prostituta. Ela conta que ali aprendeu a ler e conseguiu dinheiro para criar os cinco filhos.  Desapropriada por decreto em 2008, a casa é parte de um conjunto tombado. A proposta da Associação das Prostitutas de Minas Gerais (Aprosmig) para que o local se transforme em museu é de 2017.  A cessão depende de assinatura, mas o Museu do Sexo das Putas já tem cadastro no Sistema de Museus de MG e no banco de dados do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).  A proposta é que haja salas de exposições e cursos, biblioteca 24 horas e um espaço lembrando figuras célebres. As prostitutas dizem que querem orientar a forma de contar suas vidas, deixando de ser só objeto de pesquisa. Tanto a prefeitura quanto a Aprosmig garantem não haver dinheiro público no projeto. As placas filmadas foram pagas pela própria associação, que espera levantar a verba para a reforma -cerca de R$ 1,6 milhão- com financiamento coletivo e eventos. "A questão não é de recurso, é do preconceito, do estigma", diz Cida Vieira, 52, presidente da associação. Os parlamentares, para ela, fizeram da discussão "palanque eleitoral". "É um choque para a sociedade. Aquela área que estava esquecida, que não tem plano e nós, mulheres prostitutas, estamos revitalizando." Segundo a Aprosmig, cerca de 3.500 prostitutas trabalham hoje na região. Mari, 35, no sobe e desce desde 2013, tentou trabalhar como vendedora por um tempo. Ganhava entre R$ 600 e R$ 900 -valor que conseguia em poucos dias com programa. "Se eu tivesse que sair agora, não ia poder pagar meu curso [de enfermagem]. Não ia entrar no meu orçamento de aluguel, escola, luz, bebê." Filha de Zazá, Patrícia, 48, passou a vida na Guaicurus. "O problema é que quando fala 'museu do sexo', as pessoas [focam] na palavra 'sexo'. Não incentivamos a prostituição, só damos suporte a quem já está nela", diz.

  • Britney, personagem trans de 'A Dona do Pedaço', foi rejeitada por Abel, mas acolhida pelo público
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    Britney, personagem trans de 'A Dona do Pedaço', foi rejeitada por Abel, mas acolhida pelo público

    Imediatamente,ela e rejeitada pelo boleiro que reage de forma violenta

  • Combate à corrupção no país está sob ataque dos três Poderes, diz Deltan
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    Combate à corrupção no país está sob ataque dos três Poderes, diz Deltan

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O procurador Deltan Dellagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, afirmou que o combate à corrupção no país está sob ataque por parte dos três poderes da República. Em entrevista à Gazeta do Povo na última quinta-feira (20), ele disse que a Lava Jato e todos os mecanismos anticorrupção do Brasil estão ameaçados por ações do Congresso, do STF e do governo Bolsonaro.  "A gente vê um movimento amplo [de enfraquecimento do combate à corrupção]. Não é um movimento restrito, não é uma pessoa ou duas. A gente vê um movimento que engloba o Legislativo, o Executivo e o Judiciário", disse Deltan. O procurador acredita que o vazamento de mensagens da força-tarefa faz parte desta estratégia de enfraquecimento e que cabe à sociedade civil se manifestar "para que as mudanças positivas aconteçam e não os retrocessos". As mensagens obtidas pelo Intercept e divulgadas até este momento pelo site e por outros órgãos de imprensa, como a Folha de S.Paulo, expuseram a proximidade entre Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato e colocaram em dúvida a imparcialidade do juiz e atual ministro da Justiça no julgamento dos processos da operação. Na entrevista, Deltan nega que haja irregularidades na conduta da força-tarefa e do ex-juiz. Ele defendeu a postura e o trabalho de Moro em diversos momentos ao longo da entrevista, embora continue a negar a autenticidade das mensagens.  Quando as primeiras mensagens vieram à tona, em 9 de junho, o Intercept informou que obteve o material de uma fonte anônima, que pediu sigilo.  O procurador afirmou que a divulgação fora de contexto e possivelmente editada das mensagens gera desinformação e se configuram como ofensivas ao combate à corrupção. O pacote inclui mensagens privadas e de grupos da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, no aplicativo Telegram, a partir de 2015. No caso de Deltan, as mensagens trocadas pelo Telegram indicam que o procurador incentivou colegas em Brasília e Curitiba a investigar os ministros do STF Dias Toffoli e Gilmar Mendes sigilosamente. A legislação brasileira não permite que procuradores de primeira instância, como é o caso dos integrantes da força-tarefa, façam apurações sobre ministros de tribunais superiores. Conforme revelou a Folha de S.Paulo, em parceria com o Intercept, Deltan também montou um plano de negócios de eventos e palestras para lucrar com a fama e contatos obtidos durante a Lava Jato. Deltan fez uma palestra remunerada para uma empresa que havia sido citada em um acordo de delação.  Deltan e seus colegas procuradores da Operação Lava Jato também contornaram limites legais para obter informalmente dados sigilosos da Receita Federal em diferentes ocasiões nos últimos anos.  Os diálogos indicam que integrantes da força-tarefa do caso em Curitiba buscaram informações da Receita sem requisição formal e sem que a Justiça tivesse autorizado a quebra do sigilo fiscal das pessoas que queriam investigar.  Para o procurador, estamos vivendo um momento de reação daqueles "contra o combate à corrupção". Ele cita a lei contra o abuso de autoridade, aprovada no Congresso e no aguardo da sanção presidencial, como o mais recente ataque do Legislativo. Ele afirma que a medida intimida agentes da lei e dificulta a atuação contra "pessoas poderosas".  Deltan enumerou três decisões do Judiciário que também enxerga como retrocessos. A primeira foi do ministro Dias Toffoli,  impedindo que investigações e processos que envolvam informações fiscais, do Coaf e da Receita Federal, ocorram sem autorização judicial.  O segundo equívoco, para o procurador, foi a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que suspendeu investigações e procedimentos fiscais da Receita Federal contra "poderosos" -"parlamentares e até pessoas relacionadas a ministros do Supremo". E, por fim, também considera um equívoco a decisão que deixou crimes de corrupção eleitoral sob responsabilidade da Justiça Eleitoral.  "Mas os movimentos negativos contra a atuação do combate à corrupção não param, hoje, no Legislativo e no Judiciário. Nós tivemos recentemente ações do presidente [Bolsonaro] que foram lidas como uma intervenção indevida na Polícia Federal e na Receita Federal", afirmou o procurador, que avaliou como negativo o afastamento (e o que chamou de desprestígio), do auditor da Receita Federal, Roberto Leonel.  Deltan acredita que o presidente se apropriou da pauta anticorrupção durante a eleição, mas na prática a coloca em segundo plano. Para ele, a atuação de Bolsonaro é indevida. E ele enxerga relação entre a interferência em órgãos como o Coaf e a Receita e as investigações relativas à família do presidente.  Ele também indica que o pacote anticrime de Moro está sendo "desidratado" e que não possui apoio suficiente do governo Bolsonaro.  Contudo Deltan não atribuiu o desgaste da imagem da Lava Jato ao ingresso de Moro no governo Bolsonaro. Ao contrário, disse que, mesmo com os diálogos revelados pelo Intercept, a atuação de Moro era técnica e apartidária, "acima de qualquer suspeita".  Para Deltan, a decisão de Moro de integrar o governo se fincou na "busca de uma transformação mais robusta que a sociedade precisa". Mas ressaltou que "essa ida dele [de Moro] é passível de uma série de interpretações", mas que não faz avaliações políticas do ex-juiz, apenas técnicas.  No que tange ao futuro da Lava Jato e a possibilidade de anulação das condenações da investigação, o procurador diz não estar preocupado. E afirmou novamente que a atuação da força-tarefa sempre se baseou na lei e na ética.  Mas Deltan admite a possibilidade de ser pessoalmente punido pelo Conselho Nacional do Ministério Público, seja por declarações que fez em redes sociais (relativas ao voto aberto para a presidência do Senado) seja pelo conteúdo revelado pelas mensagens no Telegram. Ele afirma que suas manifestações foram políticas, o que tem o direito de fazer, mas não político-partidárias. E, caso seja punido, seria uma afronta ampla à liberdade de expressão de todos os procuradores. Para ele, sua atuação foi "política, legítima, boa, saudável e que, na minha visão, deve sim ser estimulada e não objeto de censura." Quando questionado sobre a repercussão das mensagens vazadas em sua vida e na de sua família, Deltan falou em frustração e indignação, mas que atravessa o momento com coragem. "Coragem é você enfrentar os medos de retaliação de poderosos, você enfrentar, mesmo diante dos perigos que isso representa para tua vida pessoal, profissional e familiar. (...) E o que nunca faltou a força-tarefa da lava jato em Curitiba foi coragem."

  • Manobras navais inéditas dos EUA e países asiáticos em setembro
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    Manobras navais inéditas dos EUA e países asiáticos em setembro

    Os Estados Unidos anunciaram que organizarão em setembro, junto com dez países do Sudeste Asiático, manobras navais inéditas, em um contexto de disputa crescente nesta região entre Washington e Pequim.

  • Receio de intervenção na Amazônia faz direita e esquerda evocarem conspiração imperialista
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    Receio de intervenção na Amazônia faz direita e esquerda evocarem conspiração imperialista

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O ano é 2025. O presidente americano da vez dá ultimato de uma semana ao Brasil: se o desmatamento na Amazônia continuar, ordenará ataques aéreos contra o país. Stephen Walt, professor de relações internacionais em Harvard, começa um artigo publicado na revista Foreign Policy, no último dia 5, evocando esse exercício de imaginação, a cristalização de teorias conspiratórias que há décadas apavoram arautos da soberania nacional. Fermentada na ditadura, a ideia de que potências estrangeiras querem tomar a maior floresta tropical do mundo para si é capaz de unir setores da direita à esquerda. E voltou com tudo agora, em um momento em que líderes mundiais cobram o governo brasileiro pelo desmatamento na Amazônia. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) acusou o colega francês de resgatar uma "mentalidade colonialista descabida no século 21" após Emmanuel Macron declarar que "nossa casa está queimando", assim mesmo, no coletivo. Sugeriu que por isso mesmo o G7, fórum só com países desenvolvidos, deveria debater as queimadas amazônicas. Bolsonaro já renovara o "compromisso com este pedaço de terra mais rico e sagrado do mundo" uma semana atrás. "Não é à toa que outros países cada vez mais tentam ganhar a guerra da informação para que nós venhamos a perder a soberania sobre essa área." Nesta quinta (22), o ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas reforçou a dose nacionalista insinuando, sem provas, que os franceses usam material radioativo para intimidar a nação que comporta 60% da Amazônia. Novamente vemos um país europeu "realizar ataques diretos à soberania brasileira, que inclui, objetivamente, ameaças de emprego do poder militar", disse o general. Esquerdistas também apelam ao ideal da pátria soberana, encaixando-o no canhão de críticas contra Bolsonaro. A ex-presidente Dilma Rousseff assina um texto no site do PT em que define a devastação na floresta como "face assustadora da destruição da soberania nacional".  "Com a desculpa de 'proteger a natureza', representantes do imperialismo iniciam debates que ferem a soberania do Brasil", tuitou o perfil do PCO (Partido da Causa Operária), de extrema-esquerda.  Brotou daí aliança inusitada. A deputada Carla Zambelli (PSL-SP), cão de guarda do bolsonarismo, comentou abaixo: "Quando até o PCO enxerga a verdade, mas o sociólogo de coque, não".  E como a comunidade internacional, afinal, deve se portar diante das chamas que consomem nacos do bioma que acolhe 10% de todas as espécies conhecidas no planeta? O medo de que potências exteriores vejam a Amazônia como um território à parte cresce na medida em que personalidades como Al Gore soltam declarações como esta, de quando era senador em 1989: "Ao contrário do que brasileiros pensam, a Amazônia não é propriedade deles, pertence a todos nós".   Em 2007, o então senador amazonense Arthur Virgílio (PSDB) chegou a reclamar no Congresso de um laboratório americano que queria privatizar a floresta dividida pelo Brasil com outros oito países.  "A Amazônia está mesmo à venda", confundiu-se. Na verdade, o laboratório a que se referira, Arkhos Biotech, era de mentirinha: fazia parte de um jogo virtual da época.    Não que o receio de invasores tenha se dissipado. O texto de Stephen Walt alimentou suspeitas de que uma intervenção não é carta fora do baralho.  Foi inicialmente compartilhado com o título "Quem vai invadir o Brasil para salvar a Amazônia?". Pegou mal, o acadêmico disse que a chamada foi coisa da equipe da revista, não dele, e agora está assim: "Quem vai salvar a Amazônia (e como)?". O autor reconhece que há um tanto de exagero nesse futuro imaginado de um Brasil sob iminência de um ataque estrangeiro, mas provoca: "Estados têm o direito, ou mesmo a obrigação, de intervir num país para impedi-lo de causar um dano ambiental irreversível e possivelmente catastrófico?". À  Folha de S.Paulo, ele diz que ações bélicas não são adequadas nesse caso. "Contudo, dada a importância da Amazônia para todas as nações, não apenas o Brasil, posso facilmente vislumbrar várias formas de pressão diplomática." Ex-conselheiro-chefe de biodiversidade no Banco Mundial, o biólogo Thomas Lovejoy visitou a região pela primeira vez em 1965. Sete anos depois, escreveu seu primeiro artigo sobre ela: "Transamazônica: estrada para a extinção?". Pula para 2019, e a floresta ainda arde. Para ele, "medidas mais agressivas" contra o governo verde-amarelo, se existirem, serão econômicas. "Um pequeno começo seria restringir a importação de produtos agrícolas frutos do desmatamento local", afirma à reportagem.  Não há nada de imperialista em desejar "um futuro sustentável com um planeta funcional, o que inclui o ciclo hidrológico da Amazônia", diz. "É o interesse de todos." "Todos os Estados são sensíveis a uma intervenção estrangeira, então é fácil entender por que os brasileiros se preocupam tanto com isso", afirma Walt. "Mas não há sinais de que outros países queiram ocupar o Brasil. O resto do mundo quer é encorajá-lo a ser mais responsável com esse recurso vital." Claro que ajudaria e muito se "outras nações se comportassem", segundo o professor de Harvard. Mesmo a Guiana Francesa, puxadinho ultramarino do país de Macron, tem um projeto de mineração com potencial de desmatar o quinhão amazônico entre suas fronteiras.  E há, claro, os gigantes. "EUA e China deveriam estar fazendo mais para reduzir as próprias emissões de gases de efeito estufa", afirma Walt. "Só que há pouca evidência que um Bolsonaro ou um Trump entendem o problema ou estão dispostos a fazer o que for necessário. Temo que só irá piorar." Mas e se piorar? Como fica? Walt destaca, não sem certa controvérsia, um pacto global de 2005: todos os membros da ONU se comprometeram com a doutrina Responsabilidade de Proteger. Ela prega que a soberania não é um privilégio, mas uma responsabilidade, e que a comunidade internacional têm o dever de proteger populações de crimes como o genocídio. Se poderia valer para questões ambientais em larga escala, fica aberto a interpretações.  Acadêmicos já identificaram caminhos que o Conselho de Segurança da ONU poderia tomar contra o Brasil, como recorrer ao artigo 42 da organização: se as vias diplomáticas falharem, os países-membros poderão se valer de ataques por ar, terra ou mar "para manter ou restaurar a paz e a segurança internacionais".  Uma hecatombe global catalisada pela ruína amazônica, portanto, poderia justificar uma ação dessa magnitude. Porém, "ainda que destruir a Amazônia seja um perigo óbvio para muitos outros países", pensar numa intervenção no Brasil elevaria esse jogo a outro patamar, diz Walt. Até porque, ele lembra, das cinco nações mais poluentes, quatro têm arsenal nuclear: China, EUA, Índia e Rússia. Se os sujos falam do mal-lavado hoje, o que impediria que amanhã as atenções se voltassem a eles?

  • Novas fotos do asteroide Ryugu oferecem pistas sobre formação dos planetas
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    Novas fotos do asteroide Ryugu oferecem pistas sobre formação dos planetas

    As fotografias tiradas por um robô do tamanho de uma caixa de sapato que explorou o asteroide Ryugu, próximo à Terra, ofereceram novas pistas sobre sua composição e ajudarão os cientistas a compreender a formação do nosso sistema solar.

  • A moda quer ser ecológica sem obrigações
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    A moda quer ser ecológica sem obrigações

    Mais de 30 grandes grupos mundiais da indústria têxtil, uma das mais contaminantes, lançaram nessa sexta-feira uma coalizão para reduzir seu impacto ambiental de forma voluntária, recebida com ceticismo por várias ONGs.

  • Prefeito de Manaus critica Bolsonaro sobre meio ambiente
    AFP

    Prefeito de Manaus critica Bolsonaro sobre meio ambiente

    O presidente Jair Bolsonaro vem sendo duramente criticado por sua gestão ambiental após o aumento dos incêndios na Amazônia. O prefeito de Manaus afirmou que preservar a floresta é um dever do governo.

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    Contra supertouros, peões disputam prêmio de R$ 280 mil em Barretos

    BARRETOS, SP (FOLHAPRESS) - Eles são adversários, mas um deles precisa muito do outro para conseguir vencer. Peões em busca do prêmio de R$ 280 mil na fase internacional da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos têm de derrotar os touros nas montarias, mas dependem da boa performance dos animais para terem boas notas. O Barretos International Rodeo, que teve início na noite desta quinta-feira (22) no Parque do Peão de Barretos (a 423 km de São Paulo), reúne até domingo (25) 47 peões brasileiros e canadenses em busca da consagração na maior arena de rodeios do país.  Um touro que pule muito e tenha forte desempenho na arena é importante para o peão nas provas, já que ambos são avaliados pelos juízes. A nota da montaria vai de 0 a 100 e é atribuída ao desempenho do peão e do touro. Cada um é avaliado entre 0 e 50 pontos, desde que a montaria atinja o tempo estabelecido de 8 segundos -se o peão cair antes, a nota é zero. Na noite de abertura, quatro peões conseguiram notas acima de 90 pontos, consideradas excelentes. Entre os animais estão touros da Cia 2M, do tropeiro Marcondes Maia, 45, que preparou dez animais para a etapa internacional. São touros que recebem ração balanceada, suplementação nutricional e têm veterinários em tempo integral. Chegam a pesar mais de uma tonelada. "Como toda atividade no campo, o manejo é essencial, é o que permite que o touro tenha um bom desenvolvimento", afirmou Maia. Sua propriedade rural tem um laboratório para a realização de exames preliminares nos touros e pequenas cirurgias. O custo mensal de manutenção de um touro pode chegar a R$ 3.000, dependendo do porte físico do animal. Campeão em 1999, quando faturou US$ 20 mil (R$ 81 mil, ao câmbio desta sexta), o ex-peão Neyliowan Tomazeli, 41, disse que Barretos é uma vitrine e que o campeão marca seu nome para sempre na história dos rodeios no país. "Todos miram isso. Claro que querem ganhar sempre, mas vencer em Barretos o eterniza", disse ele, que investiu os mais de 40 títulos na carreira em duas fazendas de gado de leite. Em 26 edições da etapa internacional já disputadas, os brasileiros têm hegemonia absoluta: venceram 26, ante 1 vitória de um peão dos EUA, Ted Wad Flora, em 2012. Além de o total de competidores do país ser maior, peões e tropeiros afirmam que isso se deve também à forma de pular dos touros brasileiros em relação aos norte-americanos -o brasileiro muda mais o lado do pulo durante a montaria, por exemplo. A internacionalização não atinge só o rodeio profissional. No rodeio júnior, destinado a peões de até 17 anos, há também um competidor dos EUA. PROVAS O rodeio internacional é um dos seis eventos com montarias em touros disputados desde o último dia 15 em Barretos. No primeiro final de semana, Mato Grosso venceu o rodeio interestadual e garantiu vaga aos cinco peões da equipe na fase internacional. Entre os dias 19 e 21, foi realizada a semifinal da LNR (Liga Nacional de Rodeio), que classificou dez competidores para a final, neste sábado. "O nível das montarias está muito forte. O intercâmbio feito com entidades como a PRCA [Professional Rodeo Cowboys Association, dos EUA] permite o aprimoramento dos peões", afirmou Marcos Abud, diretor de rodeios da Festa do Peão. Neste final de semana ainda estão sendo disputados o rodeio júnior, as finais do campeonato da CNAR (Confederação Nacional de Rodeio). A premiação total será de cerca de R$ 1 milhão, somadas todas as modalidades em disputa -incluindo as provas em cavalos, como três tambores e team penning. Prova genuinamente nacional, a montaria em cavalos (chamada de cutiano), que originou as festas de peão, dará ao seu campeão um veículo de R$ 80 mil. O prêmio do campeão em touros, de R$ 280 mil, é uma camionete neste valor.