À descoberta do topo das árvores da Amazónia

Saber o que se passa no topo das altas árvores numa zona remota da Amazónia, no estado brasileiro do Amazonas, e catalogar a biodiversidade e as novas espécies é o trabalho desta expedição da qual Zelão é uma das principais peças. Com 42 anos, consegue subir até ao topo de uma árvore com mais de 50 metros em segundos.

São recolhidos insetos, aves, répteis, pequenos mamíferos e plantas. A maioria está ainda por catalogar.

"Por exemplo, as estimativas sugerem que 60% das espécies só de árvores são desconhecidas para a Amazónia ou não estão nas coleções biológicas ou não têm nome científico ou estão nas coleções biológicas, mas ainda não foram estudadas", sublinha o investigador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazónia (INPA), Alberto Vicentini.

Esta é uma corrida contra o tempo pois a floresta da Amazónia está sob forte pressão. Em junho deste ano, atingiu-se um recorde de desmatamento legal com uma área superior a mais 1.120 km² a perder completamente as árvores, de acordo com dados do Deter, o programa de monitorização do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais brasileiro. Desde janeiro desde ano, cerca de 3.971 km² da Amazónia foram destruídos.

Segundo um estudo do MapBiomas Amazónia, a floresta perdeu 74, 6 milhões de hectares de vegetação nativa entre 1985 a 2020.

A expedição, organizada pela Greenpeace, envolve 15 cientistas e vai prolongar-se por várias semanas nas regiões da Amazónia mais profunda do Estado do Amazonas.

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