À medida que Ômicron se espalha pelo país, ocupação de leitos de UTI também aumenta, aponta relatório da Fiocruz

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Em boletim publicado nesta sexta-feira, a Fiocruz afirmou que a disponibilidade de leitos de UTI destinados à Covid-19 teve queda expressiva no decorrer do segundo semestre do ano passado, quando o quadro pandêmico apresentou grande melhora. Porém, o momento atual, que conta com a circulação da variante Ômicron — comprovadamente mais contagiosa que a Delta — "desenha um novo cenário".

Segundo o boletim, as taxas passam a refletir, em muitos estados, também a ocupação de leitos por outras causas como a influenza, embora ainda predomine a Covid-19. Por outro lado, também tem se observado importantes mudanças no número de leitos de UTI direcionados à Covid-19, com estados ainda apresentando retiradas significativas de leitos.

Dados relativos a 5 de janeiro deste ano e comparados com dados de 20 de dezembro mostram aumentos relevantes no número de pacientes adultos internados em leitos de UTI Covid-19 no SUS em quase todos os estados da federação.

No Tocantins a ocupação aumentou de 23% para 62%, com queda de 122 para 87 leitos, enquanto no Piauí foi 47% para 52%, com aumento de 106 para 130 leitos; em Pernambuco de 56% para 79%, com aumento de 696 para 845 leitos; em Alagoas de 20% para 68%, com queda de 125 para 62 leitos; e na Bahia de 53% para 57%, com aumento de 507 para 517 leitos. Já no Ceará, a taxa permaneceu relativamente estável (de 47% para 46%), com aumento de 139 para 200 leitos.

Outros cinco estados também registraram aumento na taxa de ocupação em consonância com a redução de leitos de UTI disponíveis: Minas Gerais (11% para 13%, com redução de 2237 para 2114 leitos), Espírito Santo (41% para 50%, com queda de 334 para 293 leitos), São Paulo (20% para 28%, assumindo-se estabilidade no número não divulgado de leitos), Mato Grosso (33% para 40%, com estabilidade em 164 leitos) e Goiás (28% para 49%, com redução de 204 para 158 leitos).

A situação é ainda pior se considerarmos as capitais, algumas delas registrando taxas críticas de ocupação: Fortaleza (85%), Maceió (85%) e Goiânia (97%). Outras estão na zona de alerta intermediário, de acordo com o boletim: Palmas (66%), Salvador (62%) e Belo Horizonte (73%).

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