Às vésperas do início das aulas, instituições criam cursos e investem em infraestrutura

Rodrigo Berthone
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Novo campus de medicina da Estácio será inaugurado em março no Cittá Office Mall

RIO — Às vésperas do início das aulas, faculdades e universidades fazem os últimos ajustes para receber alunos e professores para mais um semestre letivo. Com foco em atualização do currículo pedagógico e adequações às demandas do mercado — e, no rastro, em conquistar novos estudantes —, instituições tornam realidade seus mais recentes investimentos, seja por meio de cursos inéditos ou modernas instalações. O GLOBO-Barra lista o que chegou à região nesta seara: as áreas médica e tecnológica são as mais expressivas.

A partir de um projeto orçado em R$ 32 milhões, a Estácio inaugura em março o campus de Medicina na Barra, o mais volumoso investimento da instituição numa única unidade. Localizado no Cittá Office Mall, o espaço atenderá até 1.800 alunos.

Além da graduação, a Estácio inaugura dez cursos de pós-graduação na área médica, Medicina do Trabalho, Psiquiatria, Neurologia, Clínica Médica, Imunologia e Alergologia, Perícias Médicas, Medicina 4.0, Neurologia Translacional, Medicina Fetal e Oftalmologia.

Para viabilizar o que chama de formação médica de excelência, a universidade diz ter montado uma estrutura com equipamentos de ponta, além de apostar num moderno conceito arquitetônico a fim de se adequar às demandas do mercado e atrair a atenção de futuros estudantes.

A Estácio garante que também privilegiou o projeto pedagógico.

— Os cursos de Medicina e Odontologia do Campus Città terão disciplinas que atendem ao mercado de trabalho, mas que não costumam estar presentes nas grades de instituições de ensino superior (IES), como as disciplinas relacionadas a empreendedorismo e gestão de carreira, assim como conteúdo para recém-formados, como urgência e emergências médicas, no caso da Medicina, e Odontologia digital — lista Silvio Pessanha Neto, diretor nacional de Medicina da Estácio, destacando que no local será implementado um centro de pesquisa em parceira com os programas de mestrado e doutorado.

O campus, que ocupa uma área de 11 mil metros quadrados, também abrigará a Policlínica de Saúde, unidade com atendimento médico e odontológico gratuitos à população.

Já o campus Barra da Unigranrio passa a oferecer, a partir de fevereiro, cinco novos cursos de pós-graduação: Aperfeiçoamento em Segurança do Paciente, Gestão Hospitalar, Implantodontia, Ortodontia e Periodontia.

Segundo Claudia Retamero, que divide a gestão da unidade com Paulo Bracchi, a chegada dos novos cursos se deu devido à demanda por profissionais pelo mercado, além de solicitações dos próprios alunos da instituição.

— O crescimento do setor de saúde deixa evidente uma necessidade de aprimoramento e profissionalização na gestão — diz Claudia, acrescentando que a unidade tem quatro clínicas odontológicas onde os estudantes realizam atendimentos clínicos gratuitos à população.

Destaque para a área tecnológica

Para este ano, a Universidade Veiga de Almeida (UVA) investiu em 17 novos cursos de pós-graduação em diferentes segmentos. Na área da saúde, o campus Barra passa a oferecer Dentística; Quiropraxia; Fisioterapia Respiratória e Reabilitação Pulmonar; Processo de Alfabetização e Multiletramentos na Pós-Modernidade; e Terapias Cognitivo-Comportamentais — Abordagens Teóricas e Práticas Clínicas.

Na esfera educativa, as novidades são os cursos Biletramento no Processo de Alfabetização para os Surdos e Tendências nas Práticas Pedagógicas: Gestão por Competências e Foco no Estudante.

No âmbito dos negócios, chegam os cursos de MBA em Gestão Ágil para Negócios, MBA em Gestão da Inovação: Trends 4 Business, Gestão de Crises e Mudanças e Produção de Megaeventos para Indústria do Entretenimento.

Mas é na área tecnológica que estão os maiores investimentos pedagógicos da UVA neste ano. Os destaques são Direito Digital: Lawtechs e LGPD — Lei Geral de Proteção de Dados; Decisão Estratégica com Big Data, Data Science e Inteligência Artificial; Design e Experiência Digital: Ux e Usabilidade; Gestão da Segurança Cibernética e Vigilância Ubíqua; MBA em Negócios de Inteligência Artificial; e até um de Operações com o Uso de Drones.

De acordo com a universidade, o incremento de disciplinas ligadas à tecnologia se dá pelo fato de o mercado estar aquecido para profissionais da área.

— Profissões em que a tecnologia é estratégica e aliada à gestão de negócios estão em alta. Nas empresas, a transformação vem cada vez mais por meio do uso de inteligência artificial, bigdata e machine learning. É uma forma de elas darem um salto tecnológico e desenvolverem uma nova modelagem de entrega de serviço, geração de valor e ganho de eficiência — diz Davino Pontual, diretor de Comunicação e Marketing da UVA, destacando que o conteúdo prático será frequente em sala. — Eles (os alunos) não terão uma monografia tradicional no final. Terão que desenvolver um produto (serviço, solução, hardware, software etc) e já vão sair do curso com um modelo de negócio desenvolvido.

A tecnologia também ganha reforço na lista de cursos oferecidos pelo Ibmec. Em fevereiro, começam na Barra as aulas de Engenharia de Computação, curso que estuda os hardwares para uma melhor utilização de softwares.

De acordo com a faculdade, nas aulas estarão disciplinas como cálculo, física, química, ciências dos materiais, ergonomia, metodologia científica, ciência dos materiais e fenômenos de transportes. Incorporam-se a estas temas específicos ligados a redes, como linguagens de programação e computação de alto desempenho.

Coordenador do curso, Ubiratan Oliveira diz que mais de três milhões de postos de trabalho serão abertos no mundo para profissionais da área de tecnologia.

— A engenharia é o cerne da evolução de mais de 80% das profissões. As profissões do momento dependem da engenharia de computação para evoluir. O futuro também está na programação, com os apps, na web, na robótica, na automação residencial. E isso está levando ao aumento da demanda por profissionais, principalmente de cibersegurança, que está atrelada à engenharia de computação — conclui Oliveira.

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