África: Gana registra presença de vírus Marburg, semelhante ao ebola

© CDC/ Dr. Frederick Murphy

Autoridades de Saúde de Gana, no oeste do continente africano, informaram neste domingo (17) que foram identificados no país dois casos de doença causada pelo vírus Marburg, em que as vítimas são acometidas por uma febre hemorrágica quase tão mortal quanto a do ebola. Os episódios foram confirmados a partir de exames de sangue de duas pessoas na região de Ashanti, no sul do país. Após a suspeita, os pacientes foram direcionados ao Instituto Pasteur de Dakar (IDP), no Senegal.

Em comunicado, o diretor-geral do Serviço de Saúde de Gana, Patrick Kuma-Aboagye, informou que os testes adicionais realizados no IDP confirmaram os resultados e que as 98 pessoas identificadas como casos de contato estão em quarentena, mas nenhum outro caso de Marburg foi detectado entre elas. As autoridades de Saúde acrescentaram ainda que estão empenhando todos os esforços para proteger a população e pedem a cooperação de todos para que o vírus seja contido de forma eficaz.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a doença do vírus Marburg é transmitida aos humanos por morcegos herbívoros, e se espalha por meio do contato direto com pessoas infectadas, ou com superfícies e materiais contaminados. A doença impressiona pela semelhança com o ebola.

Em setembro de 2021, a OMS anunciou o fim do primeiro episódio do vírus Marburg na África Ocidental, 42 dias após a identificação de um único caso na Guiné. No passado, surtos e casos esporádicos foram relatados em outras partes do continente, incluindo África do Sul, Angola, Quênia, Uganda e República Democrática do Congo.

Taxa de mortalidade de até 88%

Os primeiros sintomas da doença são febre alta, dores de cabeça intensas e possível mal-estar. As taxas de mortalidade causada pelo vírus Marburg variaram de 24% a 88% em surtos anteriores, dependendo da cepa do vírus e do gerenciamento de casos, também de acordo com a OMS.

Embora não existam vacinas ou tratamentos aprovados para tratar o vírus, a hidratação oral ou intravenosa e o tratamento de alguns sintomas específicos costumam melhora as taxas de sobrevivência.

(Com informações da AFP)

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