Águas do Rio, que substitui Cedae, contrata moradores de favelas para atuar em áreas de risco. Há mil vagas: veja como se candidatar

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Em resposta à falta de segurança, um dos entraves das empresas de serviços como fornecimento de água e energia para atuar em áreas de risco, a contratação de mão de obra das comunidades é a estratégia adotada pela Águas do Rio, que começou nesta semana a substituir a Cedae na gestão do saneamento em 124 bairros da capital e em outros 26 municípios do estado. Lançado no dia de estreia da concessionária, durante cerimônias na Mangueira e na Barreira do Vasco, o projeto “Vem com a gente” já tem 1,2 mil moradores contratados, de um total que chegará a 2,2 mil funcionários.

Nas favelas, realizar serviços de reparos, fazer cadastros na tarifa social e combater as ligações clandestinas, os chamados “gatos”, seja em regiões dominadas pelas milícias ou pelo tráfico, estão entre as missões dos trabalhadores recrutados.

— Mais de mil lideranças comunitárias estão em contato conosco. A aproximação nos permite entrar nesses territórios com grande sucesso — afirma Guilherme Campos, superintendente de Comunidades da Águas do Rio: — O projeto vai durar até 2024, expandindo-se gradativamente para todas as comunidades da região de atuação da empresa.

O processo seletivo segue até o fim do ano. Interessados podem acessar o site da concessionária Águas do Rio e clicar em “Carreiras” para inserir seus dados.

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Alexson de Matos, morador da Providência, foi contratado. Antes da admissão, era entregador. Ontem, assumiu o cargo de agente comercial, responsável pela leitura dos hidrômetros:

— É uma área nova para mim e estou aproveitando a oportunidade de capacitação. Eu, que não tinha muita esperança de achar um emprego legal, ganhei muito mais do que isso: saber que vou trabalhar na minha comunidade é gratificante.

Enquanto isso, entram em andamento as 150 obras que pretendem, a curto prazo, melhorar o atendimento. Segundo o presidente da concessionária, Alexandre Biachini, esse pontapé privilegiará problemas de “rápida solução” e com alto impacto na vida dos fluminenses.

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Nesses primeiros meses, também haverá frentes em cidades da Baixada e São Gonçalo. Paralelamente, diz Bianchini, a empresa trabalhará em obras de longo prazo, como a instalação de um coletor de esgoto em torno da Baía de Guanabara.

A concessionária assumiu os trabalhos três meses antes do prazo estabelecido para o fim da gestão compartilhada com a Cedae. O governador Cláudio Castro participou nesta segunda-feira, dia 1º de novembro, das cerimônias que marcaram esse início e criticou a Cedae:

— Com todo respeito que tenho à Cedae e a seus funcionários, a Cedae sempre foi usada politicamente, como cabide de emprego. O que nós fazemos foi o inverso.

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