Águia foge de ONG e moradores ficam em alerta na Inglaterra: “Pode matar seus filhos”

Uma águia-de-cabeça-branca fugiu do centro de tratamento The Raptor Centre, no condado de Kent, no extremo sul da Inglaterra, na última terça-feira (29). Após a organização comunicar a falta do animal, os moradores da região estão procurando evitar deixar que seus filhos e animais de estimação permaneçam muito tempo em áreas abertas.

Helga, a águia-de-cabeça-branca do Raptor Centre. (Divulgação)

Conhecidas por serem as “águias tradicionais”, as águias-de-cabeça-branca são o símbolo dos Estados Unidos e conhecidas por serem predadoras oportunistas. Com até 2,5 metros de envergadura, essa ave de rapina dá investidas que podem atingir velocidades de até 160 km/h e consegue carregar guaxinins, castores e até mesmo cordeiros. No entanto, tem preferência por peixes e pequenos mamíferos.

Helga – como é conhecida a ave que fugiu do Raptor Centre – tem 17 anos de idade e foi criada em cativeiro por Eddie, um dos tratadores da ONG. Ela foi vista pela última vez na floresta de Ashdown, na última quarta (30).

Veronica, uma das tratadores do santuário de aves de rapina. (Divulgação)

De acordo com o jornal britânico The Sun, os moradores locais temem por seus bichos de estimação e até por suas crianças e, por isso, estão alertando os demais.

Um deles, porém, admitiu que tem receio pelos animais domésticos, mas acredita que a águia não representa uma ameaça às pessoas. “Eu definitivamente vou manter meus cachorros dentro de casa. Não acho que nossas crianças correm perigo, mas eu com certeza não quero um pássaro gigante por aí carregando um dos meus cães.”

Veronica, que administra o santuário junto com Eddie, explicou que Helga sumiu durante um voo de exibição. “Nós cuidamos dela durante quase toda a sua vida e obviamente queremos que ela retorne”, afirma a especialista, que também disse que a expectativa é de que a águia volte depois de se esconder alguns dias pela mata.

“A última vez que ela desapareceu foi há 10 anos. Isso é extremamente raro. Se alguém vê-la, seria ótimo se nos contactasse”, acrescentou. "Por favor, não se aproximem dela nem tentem dar comida. Para animais criados em cativeiro, estar livre de repente pode ser um verdadeiro choque."

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