Álcool: cientistas revelam estratégia simples e eficaz para reduzir o consumo; entenda

Exagerar na bebida está associado a uma série de problemas de saúde, incluindo câncer, morte prematura, doenças cardíacas, problemas digestivos e um risco aumentado de demência. Mesmo sabendo disso, muitas pessoas bebem mais do que as catorze doses semanais recomendadas para homens como consumo moderado e quatro a sete doses para mulheres, no mesmo período.

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Pesquisadores do The George Institute for Global Health descobriram um método eficaz para levar as pessoas a beber menos: combinar as mensagens "por que reduzir" e "como reduzir". Na prática, isso significa destacar o aumento do risco de câncer que vem com a ingestão, associado à contagem de cada dose ingerida. O estudo foi publicado na revista científica Addictive Behaviors.

“Descobrimos que combinar informações sobre álcool e câncer com uma ação prática específica – contar suas bebidas – resultou em bebedores reduzindo a quantidade de álcool que consumiam”, disse a economista e psicóloga Simone Pettigrew, do The George Institute for Global Health.

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O estudo se baseou em três pesquisas: 7.995 pessoas concluíram a primeira, 4.588 dessas pessoas completaram a segunda três semanas depois e 2.687 pessoas concluíram a pesquisa final, realizada três semanas depois da primeira. Os participantes foram divididos em diferentes grupos. Para cada um deles, foram exibidos diferentes anúncios e mensagens sobre bebida.

Foram eles: um anúncio de TV associando o consumo de álcool ao câncer, em conjunto com uma sugestão para que as pessoas contem a bebida ingerida; encorajar as pessoas a decidirem sobre um número de bebidas que iriam consumir e depois cumprir essa meta, entre outras semelhantes.

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O fato de contar as bebidas, por si só, foi uma das estratégias mais eficazes para levar as pessoas a tentar reduzir o consumo de álcool. Mas a combinação dessa recomendação com a exibição de mensagens associando a ingestão exagerada de bebida ao desenvolvimento de câncer foi a única que resultou na redução significativa do consumo de álcool ao longo das seis semanas do estudo.

"Muitas pessoas não sabem que o álcool é cancerígeno. É uma informação importante que os bebedores devem ter acesso. Mas dizer às pessoas que o álcool causa câncer é apenas parte da solução - também precisamos dar a eles maneiras de agir para reduzir o risco", disse Pettigrew.

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O consumo de álcool pode ser atribuído a até 7% das mortes prematuras em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), e conscientizar os bebedores sobre os riscos à saúde é uma maneira de enfrentar esse problema.

Embora as agências de saúde de diversos países busquem formas de tornar a bebida menos disponível e mais cara, são as escolhas pessoais que determinam se o comportamento em relação ao álcool mudará ou não a longo prazo.

"Existem recursos limitados disponíveis para campanhas de redução de danos causados ​​pelo álcool, por isso é importante descobrir quais mensagens ressoam melhor para garantir que tenham a melhor chance de funcionar”, disse a autora.