Árbitro da Premier League abre o jogo sobre homossexualidade: 'As pessoas sabem e aceitam'

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Em meio à celebração do "Coming out day", uma data nacional de incentivo para que as pessoas se abram sobre sua sexualidade na Inglaterra, um árbitro da Premier League assumiu publicamente que é homossexual. Em entrevista ao "LGBT Sport Podcast", da emissora BBC, James Adcock, de 37 anos, abriu o jogo sobre sua vida pessoal e nos gramados. O árbitro apita partidas da segunda divisão inglesa e de ligas menores, além de atuar como quarto árbitro na elite.

Segundo Adcock, ele só revelou sua sexualidade aos colega aos 27 anos, mas afirma que passou apenas por experiências positivas após a decisão. Perguntado sobre insultos homofóbicos no esporte, o árbitro surpreendeu e disse que não tinha histórias para contar.

— Agora todos os meus colegas sabem, é apenas a norma. Para ser honesto, houve até aqueles que se interessaram, me dizendo "estou orgulhoso de você ser capaz de ser abertamente gay no esporte". Eles sabem as barreiras que ainda existem. Dão muito apoio e não mudaram o jeito que agem comigo depois que descobriram que sou gay. Eu não preciso vestir uma camisa dizendo "sou James Adcock e sou gay". As pessoas sabem e apenas aceitam — afirmou.

O árbitro afirmou quer auxiliar para evitar um possível medo de que colegas que queiram se assumir tenham em relação a chances del prejuízo na carreira. Ele ressalta que essa é uma escolha pessoal, mas que aqueles que se assumirem receberão apoio "de cima" na hierarquia da arbitragem.

— Você não será julgado por sua sexualidade. Se você tiver confiança o suficiente, terá apoio de todos os colegas, e isso não vai te afetar.

Adcock lembra que começou na arbitragem inspirado no pai e sempre teve a vida ligada ao esporte. Ex-professor de educação física, o profissional defendeu que os arbitros não são os "vilões" do jogo e afirmou que a categoria sente tanto a emoção do esporte quanto os torcedores. Agora que abriu o jogo sobre a vida pessoal, espera ser tratado da mesma maneira que sempre foi: julgado pelas performances.

— Não estou apitando porque sou gay, estou apitando porque comando uma partida de futebol. Apenas me trate como um ser humano — pediu.

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