Áustria admite que havia recebido alerta sobre autor de ataque terrorista em Viena

O Globo
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O ministro do Interior da Áustria admitiu nesta quarta-feira que o país havia recebido um alerta da Eslováquia sobre o autor do ataque no centro de Viena, que deixou quatro mortos e 23 feridos, mas que o governo não tomou nenhuma ação, segundo uma reportagem da emissora britânica BBC.

A polícia da Eslováquia passou informações às autoridades austríacas de que um "suspeito da Áustria" tentou comprar munições em julho. De acordo com a BBC, relatórios sugerem que ele não conseguiu comprá-las por não ter uma licença necessária.

O suspeito havia sido libertado de uma sentença de prisão em dezembro na Áustria após tentar se unir a jihadistas na Síria. Identificado como Kujtim Fejzulai, o responsável pelo ataque tinha 20 anos e foi morto pela polícia nove minutos após o início do atentado.

Segundo a imprensa alemã, Fejzulai viajou à Eslováquia para comprar munições para uma arma AK-47. Questionado sobre a informação, o ministro do Interior da Áustria, Karl Nenhammer, disse que as informações foram investigadas pela agência de inteligência do governo, mas que nenhuma ação foi tomada.

— Alguma coisa óbvia deu errado durante a comunicação — afirmou a jornalistas, acrescentando que deseja uma investigação independente a fim de descobrir o que aconteceu de errado.

O ataque ocorreu nesta segunda-feira, perto de uma sinagoga no centro de Viena. Além de Fejzulai, quatro pessoas foram mortas: uma estudante alemã de 24 anos, um homem de 21 anos do Norte da Macedônia, um austríaco de 39 anos e uma austríaca de 44 anos que faleceu no hospital.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, o homem responsável pelo ataque é, segundo as autoridades, simpatizante do Estado Islâmico. O grupo reivindicou a autoria do ataque na terça-feira, e, até o momento, 16 pessoas já foram presas na Áustria e na Suíça.