Ângela Leal anuncia aposentadoria como atriz, revela infarto ao perder patrocínio de teatro e fala sobre Regina Duarte

Silvio Essinger
A dona e gestora do Teatro Rival, Angela Leal

RIO - O fim de 2019 foi dramático para Ângela Leal, atriz de sucesso que desde 1990 administrava o Rival, teatro na Cinelândia comprado 20 anos antes pelo pai, o empresário de teatro de revista Américo Leal. A casa perdera o patrocínio da Petrobras, que mantinha desde 2001, e se viu diante do encerramento de suas atividades, que mobilizam um time de 35 funcionários. Em 30 de dezembro, dias depois de passar mal no último show na casa, do cantor Ivan Lins, Ângela sofreu um enfarto.

— Acabei passando o dia 31 na UTI, acho que foi acúmulo. Eu já tinha tido um câncer, estava muito fragilizada e, quando veio o fim do patrocínio, vi que não ia dar mais — conta ela, hoje com 72 anos e algumas razões para sorrir de novo.

Este mês, o Rival fechou um novo patrocínio com a Refit , a Refinaria de Manguinhos, que garantirá por mais dois anos a programação do teatro que ela sempre definiu como sendo “de resistência cultural”. Zé Renato em fevereiro, Zélia Duncan em março e Martn’ália em abril enfeitam o cartaz.

— O caminho que o Rival trilha é diferente, é um caminho que é a minha cara, feito em cima da sobrevivência — defende a hoje aposentada atriz, que em 1982, logo após dar à luz à filha Leandra Leal, teve que substituir ali a estrela de uma peça. — Eu estava amamentando e começava o espetáculo sem peito. Tinha horas que em saía de cena e corria aqui para a coxia, porque ele estava cheio, doendo.

Nesta entrevista, Ângela anuncia sua aposentadoria como atriz ("Depois da operação do câncer, fiquei com esse tremor aqui - mostra as mãos, trêmulas -. Pensa: velha, hoje, só faz empregada doméstica. Imagine eu servindo um chá!) e comenta a provável ida de Regina Duarte para a pasta da Cultura de Bolsonaro ("O que eu espero é que pelo menos essa polarização ela consiga abrandar").

Leia a entrevista completa aqui.