'É da natureza humana existirem falhas', diz Queiroga sobre gestos obscenos em NY

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O ministro da Saude, Marcelo Queiroga, comentou nesta terça-feira os gestos obscenos que fez em direção a manifestantes contrários ao presidente Jair Bolsonaro em Nova Iorque. Na avaliação dele, a falha faz parte da natureza humana. As declarações foram dadas em conversa com jornalistas na sede da pasta.

Perguntado sobre o ato, o cardiologista, primeiro, tergiversou, exaltando o trabalho do ministério no combate à pandemia. Depois, diminuiu a importância do ato e não respondeu se estava arrependido:

— Naturalmente, nós somos humanos e é da natureza humana existirem falhas. Tem aquela parábola clássica da Bíblia, em que Jesus disse: "Quem não tiver pecado que atire a primeira pedra” — disse Queiroga, que é católico. — Nós trabalhamos pelo Brasil. Nós sempre fazemos análise do que fazemos da maneira correta, do que podemos melhorar. É sempre um caminhar, um avançar.

O ministro mostrou o dedo médio ao grupo que gritava palavras de ordem ao redor da comitiva presidencial em 20 de setembro, um dia antes de ser diagnosticado com Covid-19. O grupo estava de saída de uma recepção na cidade, onde Bolsonaro foi o primeiro a discursar na 76ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Uma dezena de manifestantes chamou o presidente de "genocida" e de "assassino", numa crítica à gestão da pandemia.

Perguntado sobre o tratamento contra a Covid-19, Queiroga disse que tomou um medicamento prescrito por um médico nos Estados Unidos, mas não respondeu qual. Também se esquivou quando indagado se era cloroquina, antiparasitário que faz parte do kt Covid e comprovadamente ineficaz contra a doença.

— É uma questão privativa — resumiu.

O ministro também defendeu a inclusão de medicamentos contra a Covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS) que atendam a critérios de segurança, de eficácia, de efetividade, de custo-efetividade e de logística de aplicação. Até o momento, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou cinco fármacos: sotrovimabe, regkirona (regdanvimabe), associação de anticporpos banlanivimabe e etesevimabe, coquetel casirivimabe e imdevimabe e remdesivir.

Ainda sobre o isolamento, cardiologista agradeceu o apoio da diplomacia brasileira, que ajudou a esposa dele, a médica Simone Queiroga, a viajar aos Estados Unidos para acompanhá-lo durante a quarentena. Ambos ficaram hospedados na casa de amigos, segundo o ministro. Na avaliação dele, o mais difícil foi ficar longe de casa.

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