É 'difícil segurar' Bolsonaro no Palácio da Alvorada, diz Eduardo sobre pai com Covid-19

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Brazilian President Jair Bolsonaro gestures while attending the flag unveiling ceremony at the Alvorada Palace in Brasilia, on July 15, 2020. - Brazil President Jair Bolsonaro tested positive for coronavirus again, CNN Brazil said on Wednesday, quoting the far right leader, who underwent a new test on Tuesday. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Bolsonaro participa de cerimônia de hasteamento da bandeira no Palácio da Alvorada (EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

Filho do presidente da República, Eduardo Bolsonaro admite que é "difícil segurar" o pai em casa, como é recomendado aos pacientes com coronavírus. Jair Bolsonaro foi diagnosticado com uma infecção do vírus na semana passada.

— Encontrei com ele há dois dias e já estava assintomático, bem de saúde. Inclusive é difícil segurar ele em casa, a primeira-dama tá ralando ali pra segurá-lo — conta o filho do presidente.

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Segundo Eduardo, Jair e Michelle mantêm distanciamento entre si para prevenir o contágio, e por isso a primeira-dama teve resultado negativo no teste para o vírus. Bolsonaro se restringe a seu escritório no dia-a-dia no Palácio da Alvorada.

— Eles estão mantendo distanciamento para evitar (o contágio). Na verdade o Bolsonaro fica muito dentro do escritório dele e tem o banheiro do lado, ele está restrito a uma parte do palácio.

Reaproximação com PSL

Ao GLOBO, o deputado federal comentou também a reaproximação entre os bolsonaristas e a cúpula do PSL, partido ao qual seu pai era filiado. Disse que continua acreditando na criação do Aliança pelo Brasil, mas que a pandemia atrapalhou os planos.

— A gente não descarta nenhuma possibilidade, mas a gente continua acreditando no projeto do Aliança. A pandemia parou, não tem como fazer evento agora. A gente pede pro pessoal ir pra internet, preencher a ficha, mas isso aí tem um limite.

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Eduardo Bolsonaro também se queixa da suspensão das atividades partidárias na Câmara, ainda imposta a ele e aos demais bolsonaristas do PSL, que acaba "atrapalhando o processo legislativo". Ele prevê que isso seja resolvido.

Segundo Eduardo, as dificuldades no diálogo com o partido se devem à deputada Joice Hasselmann (SP), líder da sigla na Câmara até junho deste ano. No seu lugar, assumiu Felipe Francischini (PR), que vem conversando com o Palácio do Planalto.

— Aos poucos essa situação no PSL vai se acomodando. As sinalizações estão sendo feitas. Presidente falou com (Luciano) Bivar (presidente do PSL e deputado por Pernambuco), foi excelente a ajuda do Francischini.

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