É #FAKE que comitiva presidencial a Dubai contou com desembargador responsável pela investigação das 'rachadinhas' contra Flávio Bolsonaro

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Circula nas redes sociais uma mensagem afirmando que o desembargador responsável pelo processo criminal das rachadinhas, que envolve o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), esteve em Dubai e fez parte da comitiva do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). É #FAKE.

"Desembargador que julga o caso das rachadinhas de Flávio Bolsonaro está em Dubai integrando a comitiva de Bolsonaro. É a moral e a ética jogadas na latrina!", diz a publicação falsa.

O desembargador que viajou para Dubai, chamado Marcelo Buhatem, não é o relator do referido caso. Ele atua na seção cível. O magistrado responsável é, na verdade, Milton Fernandes de Souza, integrante do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), do qual Buhatem nem sequer faz parte.

Além disso, Buhatem fez um pronunciamento sobre sua ida ao emirado e esclareceu que ela não teve nenhuma relação com o governo, pois ele "estava de férias". Dois dias antes da chegada da comitiva presidencial a Dubai, a mulher do desembargador, aliás, publicou no Instagram fotos dela e do marido no local.

A imagem que tem viralizado foi publicada pelo deputado Hélio Lopes (PSL-RJ). Marcelo Buhatem aparece em almoço com Bolsonaro, com o chefe de gabinete do presidente, Célio Faria Júnior, com o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Augusto Heleno, com a ministra da Agricultura Teresa Cristina e com o ex-senador Magno Malta.

"Esclareço, ainda, que jamais atuei em processos criminais. Importante frisar que fui convidado a participar da comitiva e isso demonstra a importância e relevância da Associação Nacional do Desembargadores. Combater as fake news é dever de todos nós", diz Buhatem, que também é presidente da Associação Nacional dos Desembargadores (Andes), no comunicado. "Vale ressaltar que não usei dinheiro público nem da Andes ou tampouco avião do governo."

Segundo Buhatem, ele esteve apenas em alguns "poucos compromissos" junto da comitiva. E seguiu aproveitando as férias com a mulher.

Em junho de 2020, a 3ª Câmara Criminal do TJ-RJ decidiu encaminhar para o Órgão Especial da Corte o inquérito que investiga o suposto desvio de dinheiro público, caso que ficou conhecido como "rachadinha", no gabinete do então deputado estadual e atual senador Flávio Bolsonaro.

Com isso, o caso saiu das mãos do juiz Flávio Itabaiana e foi para o desembargador Milton Fernandes de Souza. No entanto, no último dia 9, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceitou pedido feito pela defesa do senador para anular todas as decisões tomadas por Itabaiana, o que pode derrubar a investigação desde o início.

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