É #FAKE que diretor-geral da OMS fez recomendação para o Brasil não festejar o carnaval em 2022

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Circula nas redes sociais uma recomendação atribuída a Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), para não haver Carnaval em 2022 no Brasil. É #FAKE.

Não foi divulgada qualquer declaração de Tedros a respeito deste evento para o próximo ano.

"Presidente da OMS não recomenda Carnaval em 2022. E agora? Como ficam políticos, juízes, mídia e empresários mortadelas que afirmaram ser crime de genocídio não seguir o determinado pela OMS?", afirma a mensagem falsa, contendo ainda um link de vídeo para um canal no YouTube com mais de 7 mil inscritos.

Em 4 de novembro, a OMS divulgou em seu site uma lista de mensagens-chave com oito pontos para orientar os países na realização de eventos com aglomeração. A primeira versão deste documento foi publicada em 14 de fevereiro de 2020. Não constam menções ao Brasil ou ao carnaval no conteúdo.

"O objetivo deste documento é fornecer orientação aos governos anfitriões, autoridades de saúde e organizadores de eventos nacionais ou internacionais sobre a tomada de decisões relacionadas à realização de reuniões em massa no contexto da pandemia da Covid-19 e sobre a redução dos riscos de SARS-CoV-2, transmissão e pressão sobre os sistemas de saúde associadas a tais eventos, por meio de medidas de precaução específicas."

As principais recomendações são:

Sobre o carnaval no Brasil, quem mencionou o evento foi a diretora-geral assistente da OMS para Acesso a Medicamentos, Mariângela Simão. Na segunda-feira (22), ela afirmou que o mundo está entrando em uma quarta onda de casos de Covid-19 e que, apesar dos dados atualmente positivos, o Brasil não pode relaxar no controle da doença. "Me preocupa bastante quando vejo no Brasil que tem discussão sobre a abertura do carnaval. Isso é realmente uma condição extremamente propícia para aumento da transmissão comunitária. Precisamos planejar já as ações para 2022", disse Simão, na abertura no Congresso Brasileiro de Epidemiologia.

Para a diretora, é preciso apoiar "reaberturas seguras", com gerenciamento de risco adaptado a cada contexto local. E foi nesta avaliação que a diretora fez o alerta sobre sua preocupação com a folia nas cidades brasileiras.

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