É #FAKE que a empresa Smartmatic forneça urnas eletrônicas ou softwares para o Brasil

Isabela Aleixo
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Circulam pelas redes sociais mensagens que dizem que a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados nas urnas no Brasil. É #FAKE.

De acordo com as publicações, a empresa americana, que forneceu urnas eletrônicas para as eleições da Venezuela entre os anos de 2004 a 2017, está envolvida em fraudes eleitorais e tem um sistema 'hackeável'. A Smartmatic, de fato, atuou nos processos eleitorais venezuelanos durante este período, mas encerrou sua atuação em 2017 ao alegar que o resultado anunciado não era compatível com o que suas máquinas registravam. "É com profundo pesar que comunicamos que os resultados da eleição da Assembleia Constituinte realizada no domingo, 30 de julho na Venezuela, foram adulterados", afirmou a empresa em comunicado.

Em 2017, o economista Rodrigo Constantino fez circular a suspeita acerca da relação entre a Smartmatic e as urnas eletrônicas brasileiras. À época, o TSE publicou uma nota esclarecendo que as urnas não eram fornecidas pela empresa, e que a atuação da Smartmatic nas elelções brasileiras se deu apenas "no recrutamento, contratação e treinamento de aproximadamente 14 mil profissionais, que trabalharam no suporte técnico-operacional das eleições de 2014". "Em nenhum momento a empresa Smartmatic atuou na programação das urnas eletrônicas, como foi inferido pelo autor da nota." A empresa celebrou contratos com o TSE em outras ocasiões, mas para prestação de serviços de conexão de dados e voz, não para elaboração de urna eletrônica, segundo o Tribunal.

A Smartmatic participou de um consórcio que disputou o processo licitatório para a fabricação de urnas eletrônicas este ano, mas perdeu para a empresa Positivo. As empresas fornecedoras de urnas eletrônicas no Brasil desde o primeiro modelo foram Unisys (1996), Procomp Indústria Eletrônica Ltda (1998), Diebold (2000), Unisys (2002), Diebold (2004, 2006, 2008, 2009, 2010, 2011, 2013 e 2015).

Vale lembrar que o sistema da urna eletrônica é offline, ou seja, não tem acesso à internet, e é criptografado. Além disso, as urnas são passíveis de auditoria.