É #FAKE que imagens mostrem vacinação obrigatória contra a Covid-19 no Peru

Roberta Pennafort, CBN
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Viralizou nas redes sociais que o Peru adotou a vacinação obrigatória contra a Covid-19 e que a recusa em tomar o imunizante pode ser punida com prisão. É #FAKE.

Neste momento, não há vacinação em massa contra o coronavírus em lugar algum do mundo. Inclusive, o Ministério da Saúde do Peru destaca em seu site que não existe imunizante ainda. As imagens que estão circulando são de uma campanha para a proteção da população contra a difteria, e não contra a Covid-19.

“No Peru, a vacinação contra a Covid-19 começou a ser obrigatória e quem se recusar a tomar será preso”, diz a mensagem falsa que tem sido compartilhada. Mas as fotos compartilhadas mostram equipes indo de casa em casa imunizar a população contra a bactéria causadora da difteria, doença que também pode levar o paciente à morte.

As autoridades de saúde peruanas entraram em alerta epidemiológico após duas mortes pela doença. Foram as primeiras em 20 anos sem registros. O governo começou, então, a vacinação de milhares de pessoas no distrito de La Victoria, na capital, Lima, onde vivia a primeira vítima. Não houve registro de prisões.

As vacinas para o coronavírus estão em testes em diversos países, entre eles o Brasil. A expectativa é que doses estejam disponíveis nos próximos meses. Na China, por sua vez, onde a pandemia da Covid-19 começou, a decisão do governo foi por uma vacinação emergencial, já iniciada, com imunizantes que ainda são considerados experimentais.

A obrigatoriedade da vacinação contra o Sars-CoV-2 vem sendo motivo de controvérsia no Brasil. De um lado, está o presidente Jair Bolsonaro, que vem colocando em xeque a segurança dos imunizantes em testes, e que afirma que os brasileiros poderão optar por se vacinar ou não; de outro, o governador de São Paulo, João Doria, que já declarou que a imunização será obrigatória no estado tão logo as doses estejam aprovadas e prontas.

Apesar da fala de Bolsonaro, a lei 13.979, assinada pelo próprio presidente no dia 6 de fevereiro, abre a possibilidade da obrigatoriedade, como já mostrou a equipe do Fato ou Fake. A lei diz que poderá ser adotada para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus “a realização compulsória de vacinação e outras medidas profiláticas”.