É #FAKE que médico chinês morreu depois de tomar CoronaVac

Roberta Pennafort, CBN
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Circula nas redes sociais que um médico chinês morreu depois de tomar a CoronaVac, vacina para a Covid-19 fabricada na China e testada no Brasil pelo Instituto Butantan. É #FAKE.

Hu Weifeng, o médico em questão, cuja foto tem sido compartilhada com a legenda falsa, morreu no começo de junho, de complicações da Covid-19. Ele tinha 42 anos e não tomou a CoronaVac.

O médico tratava pacientes infectados com o coronavírus, e foi contaminado no começo da pandemia, entre janeiro e fevereiro. Por isso, não tinha como participar dos ensaios clínicos da vacina, que começaram em abril, na China, e só recrutaram voluntários saudáveis.

O caso de Weifeng chamou a atenção da imprensa da China porque durante o tratamento a coloração da pele dele mudou, se tornando mais escura. Isso aconteceu por conta de problemas que ele teve no fígado.

A notícia da morte do médico comoveu a população, que reagiu com críticas à forma como o governo chinês estava lidando com a pandemia, originada no país no fim de dezembro de 2019.

A equipe do Fato ou Fake já desmentiu outros boatos de mortes causadas pela CoronaVac. Segundo o Instituto Butantan, não foram identificados óbitos na China nem no Brasil entre os voluntários que participam dos testes de fase 3 do imunizante, fabricado pelo laboratório chinês Sinovac. Nem sequer efeitos colaterais graves foram reportados.

No Brasil, são 13 mil voluntários. Há testes também sendo feitos na Indonésia e na Turquia. Na China, foram mais de 50 mil pessoas imunizadas, e “94,7% não tiveram qualquer reação adversa”, conforme o Butantan. “Outros 5,36% sentiram efeitos adversos de grau baixo. Entre os mais frequentes estão dor leve no local da aplicação, em 3,08% dos voluntários, fadiga, em 1,53%, e estado febril moderado, em 0,21% das pessoas. Os demais 0,54% apresentaram perda de apetite, dor de cabeça, fadiga e febre”. A conclusão até o momento é que os estudos mostram que a CoronaVac é bastante segura.