É #FAKE que urnas eletrônicas brasileiras não são auditáveis

Isabela Aleixo
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Circula nas redes sociais uma mensagem que diz que as urnas eletrônicas brasileiras não são auditáveis. As publicações comparam o processo eleitoral com o dos Estados Unidos e dizem que, se há fraude na eleição americana, imagine no Brasil. Esta afirmação é #FAKE.

As urnas eletrônicas passam por auditorias nos dias das eleições que podem ser acompanhadas por cidadãos e partidos políticos, a chamada 'votação paralela'. Os Tribunais Regionais Eleitorais sorteiam urnas eletrônicas para demonstrar, em tempo real, a fidelidade em relação aos votos recebidos. Também é realizada a auditoria dos sistemas da urna eletrônica neste dia.

Segundo o TSE, há ainda diversos recursos que possibilitam a auditagem das urnas eletrônicas: o Registro Digital do Voto, log da urna eletrônica, auditorias pré e pós-eleição, auditoria dos códigos-fonte, lacração dos sistemas, tabela de correspondência, lacre físico das urnas, identificação biométrica do eleitor, auditoria da votação e oficialização dos sistemas.

Além disso, no dia das eleições são emitidas em cada urna eletrônica a zerésima, documento que comprova que não há nenhum voto na urna antes do início da votação. Ao término do período de votação também são elaborados e afixados em cada seção eleitoral os boletins de urna, em que constam o número de votos de cada candidato em cada seção eleitoral.

Em 2014, o PSDB solicitou uma auditoria das eleições gerais, e não constatou fraude no processo.

Também não há qualquer indício de fraude nas eleições dos Estados Unidos, segundo as agências federais do país e autoridades democratas e republicanas responsáveis pelas eleições nos estados.