É #FAKE que vacina para H1N1 distribuída no Brasil seja da empresa chinesa que produz a CoronaVac

Roberta Pennafort, CBN
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Viralizou uma mensagem que diz que a vacina para a H1N1 (influenza) que é usada no Brasil é chinesa, e fabricada pela mesma farmacêutica que produz a CoronaVac, imunizante para a Covid-19 em teste no país. É #FAKE.

A mensagem diz: “’Vacina chinesa eu não tomo’, disse o brasileiro imbecil que todo ano toma vacina contra a H1N1 da Sinovac Biotech, que é chinesa”. Isso não é verdade. O Ministério da Saúde informa à CBN que a vacina contra a influenza ministrada no Brasil é fornecida pelo Instituto Butantan, de São Paulo.

“Não há registro de aquisição ou fornecimento para o governo brasileiro de vacinas tendo como fornecedor o laboratório Sinovac ou outra empresa farmacêutica chinesa”, afirma nota oficial do ministério.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ratifica: “A Sinovac não é fabricante de nenhum medicamento ou vacina registrada na Anvisa até o momento. Também não identificamos outro fabricante de vacina chinês para qualquer vacina registrada no país”.

Em nota enviada à CBN, a agência explica: “Temos 13 registros válidos no Brasil para vacina com imunização contra H1N1. Dentre estes, estão as vacinas registradas pelo Instituto Butantan, para o qual consta como local de fabricação o próprio Butantan, e a Sanofi, da França, por exemplo”.


O Instituto Butantan informa que desde 2012 produz a vacina contra a influenza aplicada no Brasil, distribuída para a rede pública. “A tecnologia de produção foi transferida pelo laboratório francês Sanofi. Importante destacar que o Instituto Butantan, como um dos maiores produtores de vacina do Hemisfério Sul, disponibilizou 65 milhões de doses ao Ministério da Saúde em 2019. Já em 2020, o número bateu o recorde de 80 milhões de doses.”

A mensagem é apenas uma das que circulam fomentando a politização criada em torno das vacinas contra o coronavírus. A CoronaVac, fabricada pela Sinovac e testada no Brasil em parceria com o Butantan, vem sendo rechaçada pelo presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores, e defendida pelo governador de São Paulo, João Doria, seu oponente político.