'É injusto competir com quem não faz pesca sustentável do pirarucu', diz ecologista João Vitor Campos Silva

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O manejo do pirarucu selvagem foi o centro das atenções na tarde deste sábado, no auditório Santander, com a aula do ecologista e presidente do Instituto Juruá, João Vitor Campos Silva. Estiveram presentes representantes das comunidades indígenas Deni e Paumari que fazem parte do Coletivo Pirarucu.— Quando chegamos, o piracuru estava quase extinto. É recompensador ver hoje mais de 2 mil famílias de indígenas e ribeirinhos envolvidas no projeto. Nosso grande desafio agora é a questão mercadológica. É injusto competir com quem não faz pesca sustentável — explicou João.

O chef Frédéric Monnier, responsável pelas receitas do quiosque Gosto da Amazônia no Rio Gastronomia (logo na entrada do evento), reforçou a importância de comprar o pirarucu de manejo:

— Encontra-se pirarucu por aí por R$ 20 o quilo, mas não tem origem sustentável. Vale a pena arriscar a natureza e a saúde? — indagou ele.

No estande, há lombo (R$ 60/kg) e barriga (R$ 45/kg) de pirarucu selvagem à venda. Por lá, também é possível pegar gratuitamente um livreto com receitas para fazer em casa e um roteiro de restaurantes que já oferecem o piracuru de manejo sustentável em terras cariocas.

O projeto conta com o apoio de instituições que dão suporte aos manejadores, como Operação Amazônia Ativa (Opan), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), SindRio, que levou chefs do Rio para a Amazônia, e a Associação de Produtores de Carauari (Asproc), que faz com que o peixe selvagem chegue às mesas da cidade.

— A história do manejo começou com muitas dificuldades. Do começo das conversas até juntarmos pessoas e o projeto ganhar corpo demorou. Na primeira contagem, em 2009, eram 200 peixes. Agora são mais de 6 mil, além dos que ficam fora dos igarapés — contou Rogilson Silva de Oliveira Paumari, que faz parte do projeto desde o início.

Ana Paula Lima Reis, também Paumari, ficou emocionada ao falar sobre a preservação.

— A gente não imaginava aonde o projeto podia chegar. Sofremos muito até chegar aqui, os barcos pesqueiros entravam. Agora ganhamos respeito. Preservar o pirarucu é também preservar a floresta — ensinou ela, que faz parte de uma das seis bases de vigilância do manejo sustentável.

O Rio Gastronomia é realizado pelo jornal O GLOBO, com apresentação do Senac RJ, cidade-anfitriã Invest.Rio | Prefeitura RJ, patrocínio master do Santander, patrocínio de Stella Artois, Naturgy, Coca-Cola e Sebrae, apoio de Secretaria de Turismo Governo do Estado do Rio de Janeiro, Gosto da Amazônia, Aspen Pharma, Amázzoni Gin, Água Pouso Alto, Supermercado Zona Sul, Sesc RJ, iFood e Loft, ticketeria oficial Ingresso Certo e parceria de SindRio.

O Rio Gastronomia é realizado pelo jornal O GLOBO, com apresentação do Senac RJ, cidade-anfitriã Invest.Rio | Prefeitura RJ, patrocínio master do Santander, patrocínio de Stella Artois, Naturgy, Coca-Cola e Sebrae, apoio de Secretaria de Turismo Governo do Estado do Rio de Janeiro, Gosto da Amazônia, Aspen Pharma, Amázzoni Gin, Água Pouso Alto, Supermercado Zona Sul, Sesc RJ, iFood e Loft, ticketeria oficial Ingresso Certo e parceria de SindRio.

Já comprou o seu ingresso?

As entradas custam R$ 65 (sáb e dom, ou R$ 32,50, a meia) e estão à venda pelo site ingressocerto.com/riogastronomia. Crianças de até 10 anos não pagam. Roda-gigante: R$ 15 (individual) e R$ 50 (para quatro pessoas).

Desconto:

Outra opção é o ingresso solidário Mesa Brasil Sesc RJ com 30% de desconto, fazendo uma doação de R$ 10 ou R$ 5 revertida em alimentos para o projeto. Na compra do ingresso para um dia, assinantes O GLOBO ganham uma 2ª entrada. Mais informações sobre descontos para assinantes do GLOBO e Valor Econômico, alunos Senac RJ e clientes Santander estão no riogastronomia.com.

Cuidado redobrado:

Os protocolos sanitários das autoridades de saúde serão seguidos. Será exigido o passaporte da vacina, com documento de identificação.

Onde:

Jockey Club Brasileiro. Praça Santos Dumont 31, Gávea.

Horários:

Sáb, do meio-dia à meia-noite. Dom, do meio-dia às 23h. Até 19 de dezembro.

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