'É para interferir mesmo', diz Bolsonaro sobre troca de comando na Petrobras

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BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro admitiu nesta sexta-feira que interferiu na Petrobras ao mudar o comando da empresa, em fevereiro, quando o economista Roberto Castello Branco foi substituído pelo general da reserva Joaquim Silva e Luna. Bolsonaro ressaltou que é presidente e que não era obrigado a manter todos que estavam na empresa.

— Eu troquei o comando da Petrobras. No começo, foi um escândalo. “Interfere….”. É para interferir mesmo, eu sou presidente. Ou eu assumo e tenho que manter todo mundo que está empregado? — disse Bolsonaro, em conversa om apoiadores ao chegar no Palácio da Alvorada.

O presidente disse que a troca foi demorada devido à burocracia (Silva e Luna só tomou posse em abril) e que o novo presidente está fazendo estudos para dar mais "previsibilidade" aos aumentos no preço dos combustíveis. Os seguidos reajustes foram a principal razão do desgaste de Bolsonaro com Castello Branco.

—Ele (Silva e Luna) foi para lá, assumiu. O então presidente levou quase dois meses para sair, porque tem conselho, que vota...O negócio é burocrático — disse, acrescentando: — E ele está ultimando estudos, com o conselho novo também, que foi colocado lá, para ter previsibilidade no aumento de combustíveis. Não é interferência, é previsibilidade.

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