'É só apertar o botão', diz Putin sobre retomar entrega de gás à Europa

*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  14-11-2019, 09h00: O presidente Jair Bolsonaro participa de evento (Diálogo com o Conselho Empresarial do BRICS) com os presidentes dos países do BRICS, Cyril Ramaphosa (Africa do Sul), Narendra Modi (Primeiro Ministro da Índia), Vladmir Putin (foto) (Rússia) e Xi Jinping (China) durante reunião de cúpula do grupo, no Palácio do Itamaraty. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 14-11-2019, 09h00: O presidente Jair Bolsonaro participa de evento (Diálogo com o Conselho Empresarial do BRICS) com os presidentes dos países do BRICS, Cyril Ramaphosa (Africa do Sul), Narendra Modi (Primeiro Ministro da Índia), Vladmir Putin (foto) (Rússia) e Xi Jinping (China) durante reunião de cúpula do grupo, no Palácio do Itamaraty. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, negou nesta sexta-feira (16) que Moscou tenha qualquer relação com a crise energética que a Europa enfrenta, alegando que a União Europeia poderia reaver o fornecimento de gás russo caso suspendesse as sanções que impôs contra o país e que impedem a abertura do Nord Stream 2.

Depois de participar de uma reunião da Organização de Cooperação de Xangai no Uzbequistão, Putin culpou o que chamou de "agenda verde" pelas instabilidades do mercado energético europeu e insistiu que a Rússia cumpriria com suas obrigações caso a distribuição seja restabelecida.

"A conclusão é que, se é de tamanha urgência e está tão difícil para você [UE], apenas suspenda as sanções impostas sobre o Nord Stream 2 [e à Rússia], que haverá 55 milhões de metros cúbicos de gás por ano. É só apertar o botão que tudo vai acontecer", disse.

Espécie de irmão do gasoduto que operava até ter as torneiras fechadas no final de agosto, o Nord Stream 2 terminou de ser construído em setembro de 2021 e também conecta Rússia e Alemanha. A eclosão da Guerra da Ucrânia e a pressão internacional, no entanto, levaram o premiê Olaf Scholz a congelar a certificação da estrutura.

De um lado, a Europa acusa Moscou de utilizar a distribuição energética para retaliar as sanções ocidentais. Do outro, Putin alega que o Ocidente iniciou uma guerra econômica e que as sanções são responsáveis pela paralisação do fluxo de gás.