'É uma mulher explorada, teve muito dinheiro desviado', diz advogado de empresária acusada de matar namorado

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SÃO PAULO — A defesa da empresária Anne Cipriano Frigo, de 46, alega que ela foi "explorada" financeiramente pelo companheiro e segurança Vitor Lúcio Jacinto, 42, assasinado com um tiro no coração no último dia 16. A Justiça decretou a prisão de Anne e do corretor de imóveis Carlos Alex Ribeiro de Souza, apontado como autor do crime, por 30 dias.

Segundo o advogado Celso Vilardi, que representa a empresária, a morte ocorreu em razão de uma disputa pelo dinheiro de sua cliente. Anne foi ouvida nesta tarde no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e negou a autoria do crime.

— É uma mulher que foi explorada, teve muito dinheiro desviado. Estamos fazendo levantamentos ainda (para verificar a quantia). E estamos entendendo, segundo o depoimento dela, é que essa morte se deu por uma briga entre os dois (Anne e Vitor), pela disputa que tinham pelo dinheiro dela — afirma Vilardi.

O advogado da acusada criticou a forma como a polícia conduziu o caso. Vilardi disse que a polícia a tratou como culpada antes de ouvir o seu depoimento sobre o caso.

— Tenhos grandes amigos no DHPP. É uma delegacia absolutamente de elite. Mas, conforme se verificou nas declarações de ontem já há, na verdade, um pré-julgamento por parte dos policiais. Eles entendem que ela (Anne) é autora. Ontem foi dito que iam concluir o inquérito contra ela e pedir a prisão preventiva, mesmo sem ouvir (o depoimento da acusada). Hoje já vi que teve declarações dizendo que o depoimento dela não é convincente. Mas já existia uma pré-disposição de encarar como não convicente qualquer coisa que ela dissesse — disse o advogado.

Crime

O crime aconteceu no último dia 16. De acordo com as investigações, Carlos — que já havia prestado serviços para o casal — foi à casa de Vitor e o convenceu a ver um imóvel. Em algum momento da visita, porém, ele atirou na vítima. O disparo, feito pelas costas, acertou o coração, de acordo com a polícia.

O corpo de Vitor foi localizado dois dias depois, numa região de mata fechada perto da Represa Guarapiranga, Zona Sul de São Paulo. Ele tinha marcas de queimaduras na cabeça e na canela direita, o que indica que o suspeito tenha tentado dificultar a identificação da vítima.

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