É verdade que Marília Mendonça sonhou com cachoeira antes do acidente? Entenda

Desde que Marília Mendonça morreu, aos 26 anos, vítima de um acidente aéreo há exatamente um ano, uma imagem falsa com um post atribuído à cantora circula nas redes sociais. No print do tuíte, que segue sendo compartilhado em aplicativos de mensagem, lê-se o seguinte texto: "Tive um sonho muito estranho essa madrugada. Sonhei com pombas brancas em uma cachoeira e nela tinha um desenho de um avião enorme nas pedras". A publicação, no entanto, jamais foi feita pela artista.

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Como já havia esclarecido o GLOBO, a mensagem, que busca dar um tom premonitório ao acidente, é falsa. Trata-se de uma imagem manipulada. No dia 3 de novembro, às 0h03 — data e horário que aparecem no print —, Marília, de fato, fez um post no Twitter, mas o texto verdadeiro é o seguinte: "Se alguém perguntar onde eu tô, por favor, lembrem-se de avisar que eu tô nem aí".

A assessoria responsável pela representação da família da cantora reforçou, ao GLOBO, que "nenhuma postagem da Marília foi retirada ou apagada de suas redes". "Tudo que foi postado por ela continua lá. Esse print é fake", ressaltou.

Sonho com cachoeira em 2020

No perfil digital de Marília, há apenas um post com referência aos termos "sonho" e "cachoeira". Em maio de 2020, a artista o usou o Twitter para relatar que havia sonhado com água, queda d’água e cachoeira.

"Gente, mas eu sonhei com água, queda d’água, cachoeira, rio a noite todinha que Deus deu", escreveu em seu twitter, no dia 4 de maio de 2020. Alguns fãs associaram ao local do acidente, na zona rural de Piedade de Caratinga (MG), próximo ao acesso da BR 474.

Investigação prossegue

A Polícia Civil de Minas Gerais esclareceu, na última sexta-feira (4), que a investigação sobre o acidente aéreo que provocou a morte da cantora Marília Mendonça e outras quatro pessoas, em 5 de novembro de 2021, ainda depende de laudos acerca dos motores da aeronave. Um ano após a tragédia em Caratinga (MG), a empresa responsável pela fabricação do avião ainda não liberou tais análises, essenciais para o prosseguimento da investigação.

De acordo com o delegado da Polícia Civil Ivan Lopes, responsável pelo caso, só será possível afirmar se houve falha humana durante a aterrissagem da aeronave depois de serem concluídos os tais laudos a respeito do "fator máquina" (relativos aos motores do avião), como consta nos documentos da investigação. Não há prazo definido, no entanto, para que os laudos sejam entregues pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, o Cenipa.

— A gente aguarda hoje a elaboração dos laudos por parte do Cenipa. Dessa forma, se a gente descartar, de fato, qualquer falha nos motores, a gente conseguirá caminhar para a conclusão de uma falha humana. Mas eu repito: trata-se de um acidente — ressalta o delegado.