Érika em 'Império', Letícia Birkheuer aguarda lançamento de novo filme e diz sentir falta da energia dos 30: 'Fazia dez mil coisas'

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Em “Império” na pele da jornalista Érika, ela não pode dormir no ponto. Está sempre ligadona, atrás de notícias para o temido blog de Téo Pereira (Paulo Betti). Mas por aqui a atriz Letícia Birkheuer esbanja beleza neste ensaio de moda com cinco pijamas superestilosos.

— Eu não estava chique assim na quarentena em casa, não. Essas roupas para dormir são lindas, mas as minhas não são assim (risos)! — confessa ela, que no dia a dia fica pouco tempo com esse tipo de “figurino”: — Jogo vôlei na praia três vezes por semana e beach tennis duas. Então, vou cedo, 7h30. Quando volto, boto roupas confortáveis de ficar em casa. Gosto do estilo esportivo, moletom, calça larguinha para fazer ioga.

A atriz e ex-modelo começou a carreira como jogadora profissional de vôlei e carrega a paixão pelo esporte até os dias de hoje. A moça nascida em Passo Fundo, no interior do Rio Grande do Sul, conta que atuar nunca foi um sonho:

— Caí de paraquedas nessa profissão. Na verdade, meu sonho sempre foi ser uma grande atleta. Joguei campeonato brasileiro, fui campeã. Mas o mundo me levou para as passarelas. Acabei indo para São Paulo para conhecer uma agência e, três meses depois, fui para o exterior. Fiquei dez anos fora, morava em Nova York, e vim ao Brasil para fazer um desfile aos 27 anos. Acabei fazendo teste para “Belíssima” e nem esperava que fosse ser chamada. Eu não sei por que eu fiz o teste até hoje. Eu nunca tinha estudado teatro nem fiz curso nenhum, pensei que iria lá passar vergonha. Não é que peguei o papel (risos)?

Nove anos após a estreia nas telinhas como Érica, filha da personagem de Gloria Pires em “Belíssima”, a atriz interpretou uma outra Érika, com k, em “Império”, exibida originalmente entre 2014 e 2015. Ela comemora a repercussão e afirma que assiste à reprise com a família:

— Eu não conseguia ver na época porque trabalhava nesse horário, chegava em casa às 22h30. Eu me lembro da gravação das cenas, mas nunca as via no ar. Dou muita risada com Érika. É engraçado se divertir com você mesma (risos). Minha mãe também cai na gargalhada com meu núcleo, com Paulo Betti. Foi tão bom trabalhar com ele!

Longe das telinhas desde “Malhação: seu lugar no mundo”, de 2016, a atriz chegou a ver o filme “Solteira quase surtando”, em que interpretou Gabi, estrear em março de 2020. Mas, no mesmo mês, os cinemas fecharam por conta da pandemia de Covid-19. Desde então, os vários projetos de Letícia estão em “stand-by”.

— Eu iria fazer meu primeiro monólogo, uma comédia em que eu interpretaria cinco mulheres. Com a pandemia, não tive como continuar, mas tenho muita vontade. Tenho um projeto para um programa de TV sobre viagens, gastronomia e esporte. Eu estava até conversando com um canal de televisão, mas não conseguimos levar para frente. Também queria apresentar um programa sobre moda com entrevistas com as maiores personalidades da área no mundo. Esse, então, vai demorar para sair do papel. Já “Amor sem medida”, o filme que fiz com Leandro Hassum e Juliana Paes, está quase certo de ser lançado em novembro na Netflix — detalha Letícia, que também almeja ser roteirista de um filme: — Estou escrevendo um roteiro há mais de quatro anos e ainda quero realizar meu sonho de ter um filme num streaming ou no cinema.

Há dez anos, mais uma função se juntou à lista de Letícia: a de mãe. Realizada, ela diz que sempre teve o desejo da maternidade e faz questão de passar para o filho a paixão pela arte e pelo esporte e a educação herdada pela família.

— Sempre levei meu filho para assistir a peças infantis e o incentivei a gostar, mesmo que ele não quisesse seguir a minha profissão. Eu amo vôlei, e João também. Ele joga na escola durante a semana, mas na pandemia não estão deixando os pais assistirem, senão eu estaria lá na arquibancada. Sábado ele pratica comigo na praia e, às vezes, leva amiguinhos. Eu o ensinei a jogar tênis e a surfar, apesar de não saber. Adoramos esportes. Minha mãe sempre me apoiou muito, e eu também o apoio — afirma a loura.

Aos 43 anos, Letícia mantém uma vida ativa e cuida da saúde e do bem-estar. Mas conta que sente falta da energia de sobra de quando era mais nova.

— Olha, eu acho que me sentia melhor aos 30... (risos) A minha energia não é mais a mesma. Com 30 anos, não parava. Fazia dez mil coisas num dia! Jogava vôlei por duas horas, voltava, tomava banho, ia trabalhar, saía com os amigos, dormia sete horas por dia e ficava bem. Agora tenho preguiça, quero ficar em casa, pedir comida em aplicativo. Os amigos me convidam para encontrar num lugar para jantar e eu chamo para uma pizza em casa (risos) — diverte-se Letícia, que afirma não ligar para cobranças estéticas: — Se eu estiver descontente com algo, vou resolver. Por mim, não pelos outros. Se alguém faz um comentário e diz que estou com celulite, confirmo. Não vou ficar me enchendo de filtro do Instagram, nem sei mexer nessas coisas. Sou uma pessoa normal, não uma boneca!

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