Ícone do surrealismo, Man Ray ganha exposição inédita no CCBB SP

Equipe HuffPost

Um dos maiores artistas visuais do início do século XX e expoente do movimento surrealista, o americano radicado em Paris Man Ray (1890-1976) ganha uma exposição inédita no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de São Paulo.

De 21 de agosto a 28 de outubro, o museu expõe, além de fotografias (arte pela qual ficou mais conhecido), objetos, serigrafias e quatro vídeos assinados por esse multifacetado artista, que também era cineasta.

Man Ray em Paris reúne 255 obras do artista nunca antes vistas pelo público brasileiro e desenvolvidas durante os anos que viveu em Paris, entre 1921 e 1940, seu período de maior efervescência criativa. 

Com curadoria de Emmanuelle de l’Ecotais, especialista no trabalho do artista e responsável por seu Catálogo Raisonée, a mostra é dividida em duas categorias. A primeira foca-se nos famosos retratos do artista - seu ateliê era uma referência entre a vanguarda intelectual que circulava pela Paris da década de 1920 - , nos ensaios para a grife de Paul Poiret e em fotos para reportagens.

Já na segunda, outro lado se revela: o da manipulação da fotografia em laboratório com o intuito de criar superposições, as “rayografias”, um termo criado por ele mesmo, inventando assim a fotografia surrealista.

A exposição também reproduz imagens da vida parisiense de Man Ray acompanhado pelos artistas que lhe foram contemporâneos e por sua musa, Kiki de Montparnasse.  Além de uma programação de filmes assinados por ele: O Retorno à Razão (1923),  Emak Bakia (1926), A Estrela do Mar (1928) e Os Mistérios do Castelo do Dado (1929).

Emmanuel Radnitsky, mais conhecido pelo pseudônimo Man Ray, foi pintor, fotógrafo, object-maker, escultor e cineasta. Nasceu na Filadélfia (EUA), em 1890, e na juventude, mudou-se para Nova York. Lá inicia seus estudos no The Social Center Academy of Art.

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