Ídolo de golpistas presos, Bolsonaro já chamou direitos humanos de 'esterco da vagabundagem'

*ARQUIVO* Osasco, SP, BRASIL, 21-10-2022: Sabatina com o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato a reeleição, no SBT. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)
*ARQUIVO* Osasco, SP, BRASIL, 21-10-2022: Sabatina com o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato a reeleição, no SBT. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os golpistas que foram presos após invadir e depredar as sedes dos Três Poderes em Brasília no domingo (8) têm reclamado em vídeos do tratamento que têm recebido e das condições físicas dos locais onde aguardam a tomada de depoimentos por parte da polícia.

No entanto, a principal referência política deles, Jair Bolsonaro (PL), é um opositor ferrenho dos que defendem tratamento digno a presos. Ao longo de sua trajetória política, o ex-presidente deu múltiplas declarações em ataque aos direitos humanos.

Em uma dessas situações, em novembro de 2017, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do ex-presidente, publicou uma foto em que Bolsonaro segura uma camiseta que diz "direitos humanos: esterco da vagabundagem".

O ex-presidente e seus seguidores associam a pauta dos direitos humanos à esquerda e à impunidade. Em contraposição, eles defendem punições mais severas e questionam a importância de oferecer condições básicas de sobrevivência aos detentos.