Índia aprova uso emergencial da vacina de Oxford, maior aposta do governo brasileiro

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Foto: DADO RUVIC / DADO RUVIC

NOVA DÉLHI — O regulador de medicamentos da Índia aprovou nesta sexta-feira a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford para uso emergencial.

A decisão da Organização Central de Controle de Drogas (CDSCO) abre caminho para a vacinação no segundo país mais populoso do mundo, que, depois dos Estados Unidos, tem o maior número de infecções por Covid-19. Já foram registrados mais de 10 milhões de casos entre a população indiana.

Mais de 50 milhões de doses da vacina AstraZeneca já foram armazenadas pelo fabricante local, o Serum Institute of India (SII), e fontes da agência Reuters dizem que as vacinas podem começar a ser transportadas do armazenamento refrigerado para os estados indianos já no sábado.

O Reino Unido autorizou na quarta-feira a vacina para uso público urgente. A previsão é de que as perimeiras doses comecem a ser aplicadas já na próxima segunda-feira em grupos de risco, que serão prioritários. É o segundo imunizante aprovado pelos britânicos; o primeiro foi o da americana Pfizer, que já começou a ser apliicado em grupos com prioridade. A Argentina também aprovou o imunizante.

A vacina de Oxford-AstraZeneca também é uma das quatro testadas no Brasil e é a maior aposta do governo do presidente Jair Bolsonaro, que fechou contrato de compra e de transferência de tecnologia do imunizante, para produção no país pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A Fiocruz deve fazer o pedido de uso emergencial da vacina na próxima semana.

— Na próxima semana esperamos entrar com essa autorização para uso emergencial, que não é o registro — destacou a presidente da instituição, Nísia Trindade, em entrevista à CNN nesta quarta-feira.