Índia dá aprovação final para vacinas da AstraZeneca e local contra coronavírus

Aftab Ahmed e Krishna N. Das
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Por Aftab Ahmed e Krishna N. Das

NOVA DÉLHI (Reuters) - O órgão regulador de medicamentos da Índia concedeu neste domingo a aprovação final para o uso emergencial de duas vacinas contra o coronavírus, uma desenvolvida pela AstraZeneca em conjunto com a Universidade de Oxford e a outra pela empresa local Bharat Biotech com um instituto estatal.

As decisões marcam as primeiras aprovações de vacinas no segundo país mais populoso do mundo e, que, depois dos Estados Unidos, registrou o maior número de infecções de coronavírus.

Agora, deve ser iniciado um programa de imunização em massa dentro de cerca de uma semana, disse um funcionário do governo, e a expectativa é que consigam imunizar 300 milhões dos 1,35 bilhão de habitantes de forma gratuita nos primeiros seis meses do ano, podendo chegar a oito meses.

A vacina da AstraZeneca/Oxford, já aprovada no Reino Unido, Argentina e El Salvador, assumirá a liderança e a COVAXIN da Bharat Biotech será administrada em condições mais rígidas, uma vez que nenhum dado de eficácia foi divulgado.

"É hora de colher os benefícios da robusta infraestrutura da cadeia de suprimentos que implementamos para a distribuição rápida e equitativa da vacina", disse Harsh Vardhan, ministro da saúde da Índia, país que é o maior produtor e exportador mundial de vacinas.

O controlador-geral de medicamentos da Índia, V.G. Somani, disse que a eficácia geral da vacina AstraZeneca/Oxford foi de 70,42%, enquanto a COVAXIN da Bharat Biotech é "segura e fornece uma resposta imune robusta".