Índia pode exportar vacina contra Covid-19 da Bharat ao Brasil nesta semana

Anuron Kumar Mitra e Krishna N. Das
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Frasco da Covaxin, vacina contra Covid-19 da indiana Bharat Biotech, em Nova Délhi

Por Anuron Kumar Mitra e Krishna N. Das

A farmacêutica indiana Bharat Biotech disse nesta terça-feira que provavelmente exportará sua vacina contra Covid-19 para o Brasil e para os Emirados Árabes Unidos nesta semana, um grande sucesso para a vacina aprovada em casa para uso emergencial sem dados de eficácia de um teste de estágio avançado.

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A Bharat Biotech já forneceu milhões de doses da Covaxin, desenvolvida com o estatal Conselho Indiano de Pesquisa Médica, à campanha de inoculação do governo – que também está empenhado em exportar vacinas feitas localmente como parte de uma investida diplomática.

"Essencialmente, sim", disse uma porta-voz da Bharat Biotech à Reuters quando indagada se as exportações aos dois países poderiam começar nesta semana, como noticiado pela mídia local.

A empresa aguarda resultados de um teste em andamento com 25.800 participantes da Índia somente em março, mas a agência reguladora de medicamentos do país considera a vacina segura e eficaz, apesar de críticas de médicos e especialistas de saúde. Um estudo com 26 participantes mostrou que a Covaxin é eficaz contra a variante britânica do coronavírus.

A Bharat Biotech também solicitou autorização para realizar um teste de estágio avançado da Covaxin no Brasil, que planeja importar 8 milhões de doses em fevereiro e outras 12 milhões em março.

A Bharat Biotech também pediu autorização de uso emergencial nas Filipinas.

A empresa forneceu 5,5 milhões de doses ao governo indiano e está vendendo mais 4,5 milhões, acrescentou a porta-voz.

A Índia também encomendou mais 10 milhões de doses da vacina da AstraZeneca ao Instituto Serum da Índia (SII), disse um porta-voz da empresa à Reuters. O SII está fabricando a vacina principalmente para países de baixa e média renda.

As duas vacinas são usadas no que a Índia classifica como o maior programa de imunização do mundo para cobrir 300 milhões de pessoas até agosto, começando com profissionais de saúde e outros trabalhadores e chegando aos idosos e às pessoas com doenças preexistentes até março.

O SII, que é o maior fabricante mundial de vacinas, já havia fornecido 11 milhões de doses à campanha de inoculação, que cobriu 6,3 milhões de profissionais da linha de frente desde que começou, em 16 de janeiro.

"A segunda encomenda já foi recebida, é de 10 milhões de doses", disse um porta-voz do SII, acrescentando que a cifra é parte das 100 milhões de doses que a empresa concordou em vender ao governo por cerca de 2,74 dólares cada.

A agência reguladora de medicamentos do país disse que a vacina Covishield do SII é cerca de 72% eficaz.