Índia prepara repatriação de milhares de pessoas bloqueadas no exterior

Desde que adotou o confinamento estrito, a Índia proíbe os voos internacionais

O governo da Índia prepara uma grande operação para repatriar seus cidadãos bloqueados no exterior pela pandemia de coronavírus, usando navios militares e voos especiais.

Desde que adotou o confinamento estrito, a Índia proíbe os voos internacionais, o que deixou bloqueados no exterior um grande número de trabalhadores e estudantes.

Um navio militar partiu com destino aos Emirados Árabes Unidos, que tem uma comunidade indiana de 3,3 milhões de pessoas, quase um terço da população deste país do Golfo.

A Índia também enviou dois navios às Maldivas, informou à AFP um porta-voz do exército.

De acordo com um comunicado das autoridades, a operação de retirada começará na quinta-feira (7) e terá como base listas de "cidadãos sob risco" elaboradas pelas embaixadas indianas.

O governo do primeiro-ministro Narendra Modi não informou quantas pessoas pretende repatriar.

O consulado indiano em Dubai recebeu mais de 200.000 demandas de repatriação e pediu "paciência e cooperação" no Twitter aos indianos que vivem no país.

Os ricos países petroleiros do Golfo dependem em grande medida da mão de obra estrangeira barata, geralmente procedente do subcontinente indiano.

Mas o coronavírus e seu impacto econômico deixaram muitos trabalhadores doentes ou desempregados.

O governo dos Emirados Árabes Unidos pede com insistência aos governos dos países asiáticos que repatriem seus trabalhadores. Quase 23.000 saíram do país no dia 20 de abril.

Mas até agora a Índia havia se recusado a colaborar devido à complexidade da repatriação e a exigência de quarentena de milhares de pessoas.

Antes de proibir os voos internacionais e domésticos, a Índia repatriou 2.500 cidadãos da China, Japão, Irã e Itália.

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