Índice recua com Petrobras e foco em cena política, mas Vale atenua perda

Paula Arend Laier
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Operadores em corretora de valores em São Paulo

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa recuava nesta quarta-feira, pelo terceiro pregão seguido, com Petrobras mais uma vez entre os maiores pesos negativos, enquanto Vale subia e atenuava a pressão vendedora no índice diante de nova alta do minério de ferro na China.

Às 11:47, o Ibovespa caía 0,69 %, a 118.644,1 pontos. O volume financeiro era de 7,9 bilhões de reais.

Wall Street, por sua vez, abriu com novos recordes, após resultados corporativos, enquanto os investidores aguardam discurso do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, em busca de pistas sobre o ritmo da recuperação econômica.

No Brasil, o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, destacou que a agenda continuará sendo monopolizada pela política, incluindo votação esperada para essa quarta-fera de projeto de autonomia do Banco Central.

Ele também citou que, pressionado pelo Congresso e pela ala política do governo, o presidente Jair Bolsonaro deve anunciar a volta do auxílio emergencial na próxima semana.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN caía 1,13%, mais uma vez pesando no Ibovespa, com agentes financeiros ainda receosos sobre a política de preços da companhia. No radar, um consórcio entre Talos Energy, EIG Global Energy Partners, Enauta e 3R Petroleum Óleo e Gás, apresentou oferta não vinculante pelos campos de Albacora e Albacora Leste, da Petrobras, disseram à Reuters quatro fontes familiarizadas com o assunto.

- VALE ON tinha elevação de 1,17%, atenuando a pressão vendedora no Ibovespa, na esteira da alta de preços do minério de ferro na China. CSN ON avançava 0,62%, tendo ainda no radar precificação do IPO de sua unidade de mineração prevista para a sexta-feira. Relatório da Ativa Investimentos/Eleven recomendou participação na oferta até o meio da faixa indicativa (de 8,50 a 11,35 reais). "A joia da coroa está à venda", afirmaram, definido com preço-alvo 13,50 reais.

- ULTRAPAR ON caía 3,2%, tendo no radar relatório do Credit Suisse, que cortou a recomendação das ações do conglomerado para 'neutra', citando 'valuation', embora tenha elevado o preço-alvo de 23 para 24 reais. Os analistas do CS também estimaram resultados no quarto trimestre mais fracos na base com os três meses anteriores, mas mais forte no comparativo ano a ano. Apenas em fevereiro, as ações acumulam alta de 8,5%.

- EMBRAER ON valorizava-se 0,93%. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região deve julgar nesta tarde a ação do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região contra a anulação das demissões realizadas pela fabricante de aviões no ano passado. (https://bit.ly/2NeIN8s)

- BTG PACTUAL UNIT perdia 2,48%, em mais uma sessão de ajustes, após marcar recordes no começo da semana, enquanto ITAÚ UNIBANCO PN cedia 0,97% e BRADESCO PN perdia 1,41%.