Índios marcham pelo centro de Brasília e fazem reivindicações

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BRASÍLIA, DF, 10.09.2021: INDÍGENAS-ATO-DF -  Indígenas de várias etnias de várias regiões do Brasil participam da da 2ª Marcha Nacional das Mulheres Indígenas. Elas saíram do acampamento na região central de Brasília e foram até a Praça Galdino, na asa sul, onde, em 1997, o índio Pataxó Galdino Jesus dos Santos foi queimado por um grupo de jovens enquanto dormia em um ponto de ônibus. As indígenas fizeram um boneco representando o presidente Jair Bolsonaro e queimaram o boneco ao final da marcha. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, 10.09.2021: INDÍGENAS-ATO-DF - Indígenas de várias etnias de várias regiões do Brasil participam da da 2ª Marcha Nacional das Mulheres Indígenas. Elas saíram do acampamento na região central de Brasília e foram até a Praça Galdino, na asa sul, onde, em 1997, o índio Pataxó Galdino Jesus dos Santos foi queimado por um grupo de jovens enquanto dormia em um ponto de ônibus. As indígenas fizeram um boneco representando o presidente Jair Bolsonaro e queimaram o boneco ao final da marcha. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Indígenas realizam nesta sexta-feira (10) um ato na região central de Brasília. O grupo reúne participantes da 2ª Marcha Nacional das Mulheres Indígenas.

Segundo os organizadores, cerca de 5 mil mulheres de mais de 172 etnias indígenas estão acampadas próximo à Funarte (Fundação Nacional de Artes), a 5 quilômetros da Praça dos Três Poderes. As informações são da Agência Brasil.

Com faixas contra o governo federal e pela manutenção de seus direitos constitucionais, o grupo deixou o acampamento por volta das 9h desta sexta e seguiu em caminhada pelo Eixo Monumental até a avenida W3 Sul, de onde foi para a Praça do Compromisso.

Na praça, o grupo homenageou a memória do índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, morto, no local, por cinco jovens de classe média que, em 1997, atearam fogo em seu corpo. Durante o ato, um boneco alusivo ao presidente Jair Bolsonaro foi queimado.

A marcha pela região central de Brasília estava prevista para quinta (9), mas, por segurança, os coordenadores decidiram adiá-la. Ainda por segurança, os indígenas optaram por caminhar até a Praça do Compromisso, e não mais até a Praça dos Três Poderes.

"As forças de segurança do Distrito Federal recomendaram que, por precaução, as mulheres ficassem aqui mesmo, no acampamento. Decidimos não fazer a marcha até a Praça dos Três Poderes por entender que ainda há muita gente armada na cidade”, disse na quinta Danielle Guajajara.

LUTA PELA VIDA

Desde a última terça-feira (7), os participantes da 2ª Marcha Nacional das Mulheres Indígenas se somam aos remanescentes do movimento Luta Pela Vida, acampamento indígena que, nas últimas semanas, chegou a reunir 6 mil pessoas na capital federal para acompanhar o julgamento, pelo STF (Supremo Tribunal Federal), do futuro das demarcações das terras indígenas.

O movimento indígena reivindica pressa na demarcação de novas reservas, com a conclusão dos processos de reconhecimento em fase avançada. E, principalmente, cobra que os ministros do STF refutem o chamado marco temporal, tese segundo a qual só teriam direito às terras pertencentes a seus ancestrais as comunidades que as estavam ocupando ou já as disputavam na Justiça em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal.

Os índios também se opõem às propostas de liberar a mineração em seus territórios e flexibilizar as normas de licenciamento ambiental em todo o país e ainda cobram ações públicas contra a violência contra as mulheres indígenas e a favor da saúde dos povos tradicionais.

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