Órgão eleitoral da Bolívia promete escrutínio rápido e transparente

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O chefe do Supremo Tribunal Eleitoral (STE) da Bolívia, Salvador Romero, prometeu nesta quinta-feira (15) "seriedade técnica, imparcialidade política e transparência" na contagem dos votos neste domingo, em contraste com as eleições anuladas de 2019.

“Vamos ter um dia de eleições limpo, seguro e confiável” e o resultado oficial será “um verdadeiro reflexo da vontade popular expressa nas urnas”, afirmou o chefe do STE.

Romero foi nomeado chefe do TSE após as eleições de 20 de outubro de 2019, nas quais os opositores do então presidente Evo Morales denunciaram uma "fraude" para permitir sua reeleição. Após três semanas de protestos nas ruas, o presidente esquerdista renunciou e foi para o exílio.

O processo eleitoral atual é "o mais complexo da história política da Bolívia", não só pelo fato de ocorrer em meio à pandemia do coronavírus, que obrigou a adiar a votação três vezes, mas porque foi convocado em meio a um clima polarizado, afirmou Romero em coletiva de imprensa.

Romero explicou que o STE teve que "adaptar o dia da votação às demandas e desafios do coronavírus", e agora "estamos com tudo pronto, com tudo preparado, para caminharmos para um dia eleitoral limpo e transparente".

O STE garante "seriedade técnica, imparcialidade política e transparência" e contará com um sistema de dupla contagem de votos: um rápido para fins informativos e outro para resultados oficiais, mais lento.

O sistema mais ágil começará a transmitir informações uma hora após o fechamento dos centros de votação “e os cidadãos saberão quase simultaneamente com o Tribunal Eleitoral os resultados eleitorais que estão chegando e sendo processados”, explicou Romero.

Na noite das eleições de 2019, o sistema de contagem rápida de votos estava paralisado e, quando foi retomado um dia depois, houve um aumento considerável na liderança de Morales. A missão da OEA expressou então sua preocupação com esse salto, que descreveu como "drástico" e "difícil de explicar".

A oposição denunciou uma "fraude". Após três semanas de protestos nas ruas, Morales renunciou e foi para o exílio. A direitista Jeanine Áñez assumiu como presidente de transição e as eleições foram canceladas e remarcadas para 2020.

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