Ômicron é desafio e traz ‘perspectiva de colapso’ de sistemas de saúde, diz Queiroga

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Em meio às incertezas do cenário da pandemia, a variante Ômicron traz desafios diante do receio de surto de Covid-19 e das possibilidades de colapso do sistema de saúde e de aumento do número de mortes. A avaliação é do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que ainda não vê esse cenário ocorrer no Brasil.

— Estamos enfrentamos outro desafio: a variante Ômicron. Essa variante, que foi inicialmente identificada na África, e, rapidamente, se espalhou em todo o mundo, trazendo incertezas, trazendo receio às pessoas de um novo surto de casos, um novo impacto no sistema de saúde com a perspectiva de colapso e perdas de vidas.

Para o ministro, a vacinação tem barrado casos graves ocasionados pela cepa em outros países, onde já domina as infecções.

— Nós já temos notícias de outros países onde essa variante se tornou prevalente e que há número realmente grande de casos, mas os sistemas de saúde não têm sido tão pressionados, sobretudo naquelas populações que estão fortemente vacinadas. O Brasil tem ainda alguns estados em que a vacinação não chegou ao nível que desejávamos — comepltou o cardiologista.

As declarações foram dadas em fórum realizado pela Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 (Secovid) em meio avanço da Ômicron no Brasil, onde também prevalece, segundo Queiroga. Até o momento, estudos apontam que a cepa e mais transmissível, mas gera casos de menor gravidade pelo falo de o vírus se reproduzir mais nas vias superiores que nos pulmões.

— Nós temos que ter otimismo, mas um otimismo com muita cautela, porque todo cuidado é sempre bem-vindo. Graças a algumas mutações que esse vírus conseguiu, emergiu essa variante. Embora seja muito mais transmissível do que outras variantes, tem uma característica que envolve mais as vias aéreas superiores, trazendo uma sintomatologia um pouco distinta. Embora haja um escape imunológico, em relação às vacinas e às infecções prévias, o reforço dá uma esperança maior e uma maior proteção — afirmou a titular da Secovid, Rosana Leite de Melo.

Não se sabe ao certo, contudo, os impactos nos números da pandemia em meio à disparada de casos, já que o Brasil está sob um apagão de dados desde 10 de dezembro. A pasta informou que já normalizou a integração dos sistemas, mas a previsão de especialistas é que o represamento ainda impacte as estatísticas no próximo mês. Nova previsão indica que sistemas serão reestabelecidos até sexta.

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