Ômicron abala retomada econômica mundial, mas otimismo com "luz no fim do túnel" permanece

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Depois de dois anos de tsunami na economia mundial, um céu nublado paira sobre 2022. O avanço vertiginoso da variante ômicron da Covid-19, já majoritária nos países desenvolvidos e em vias de espalhar pelo hemisfério sul, abala as expectativas de uma retomada robusta neste ano, mas o otimismo quanto à superação da fase mais dramática da pandemia permanece.

O cenário de transtornos sob controle ganha força nos países atingidos em cheio pela nova onda, na medida em que o número de casos explodiu e o de hospitalizações, cresceu – mas o de mortes permanece relativamente baixo, na comparação com as variantes anteriores do coronavírus. A maior parte dos atores econômicos se mostra inclinada a acreditar que 2022 será o ano em que o mundo vai finalmente conseguir conviver com a Covid-19 e limitar seus estragos. Foi o que ocorreu na África do Sul, berço da ômicron, uma cepa mais contagiosa, porém menos grave, especialmente em pessoas vacinadas contra a doença.

"Tem muitas empresas e investidores que estão apostando numa recuperação, ao aceitar a versão de que a ômicron é a variante que vai levar ao enfraquecimento do vírus. Isso explica por que teve uma valorização de ações de companhias de cruzeiro e aéreas como a Air France, entre outras”, afirma Gabriel Gimenez-Roche, professor de Economia da Neoma Business School, na França. "Os preços das ações refletem as expectativas de ganhos futuros.”

FMI prevê rebaixar previsões de crescimento


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