Ômicron: países europeus tentam conter “tsunami” de contaminações no Ano-Novo

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Com o avanço fulminante da variante ômicron do coronavírus pela Europa, novas restrições de última hora são anunciadas pelos países para as festas de Ano-Novo. Os governos tentam encontrar um equilíbrio entre saúde pública e crescimento econômico.

Na França, 208.000 novos casos de Covid-19 foram registrados nas últimas 24 horas, um novo recorde de contaminações. A região parisiense antecipou a volta da obrigatoriedade do uso de máscaras ao ar livre, prevista para o dia 3 de janeiro, já para esta sexta-feira (31).

As casas noturnas ficarão fechadas na noite de réveillon e até o fim de janeiro. Na capital, bebidas alcoólicas não poderão ser vendidas nos bares depois das 2 horas da manhã do primeiro dia do ano.

As medidas visam enfrentar o "tsunami" que representa a atual onda de contaminações, conforme descreveu o ministro francês da Saúde, Olivier Véran. Um milhão de franceses estão contaminados atualmente e 10% da população teve contato recente com algum caso positivo da doença, disse o ministro na Assembleia Nacional, em meio aos debates parlamentares sobre a adoção de um passaporte vacinal no país.

A vacinação das pessoas que ainda não se imunizaram contra a Covid-19 é uma "urgência", advertiu Véran.

O governo francês não se manifestou imediatamente sobre a quarentena, mas ordenou que as empresas impusessem pelo menos três dias de trabalho remoto por semana aos funcionários.

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Nesta quarta-feira, a Itália registrou 98.020 novos contágios de Covid e contabilizava mais de 600.000 casos ativos da doença.

(com informações da AFP)


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