Ômicron perturba campanha presidencial francesa, mas pode ser luz no fim do túnel da pandemia

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A forte propagação da variante ômicron do coronavírus já perturba os comícios de campanha dos candidatos às eleições presidenciais de abril na França. O tema, manchete dos principais jornais do país nesta terça-feira (4), é uma preocupação em todos os partidos, que procuram se adaptar para evitar uma paralisia nos debates, enquanto a quinta onda epidêmica assusta pelo explosivo número de contaminações desde dezembro.

Em sete dias, a França registra média diária de 166 mil contaminações, com duas variantes do coronavírus em circulação: delta e ômicron.

Segundo o diário conservador Le Figaro, os candidatos ao Palácio do Eliseu estão adiando os grandes comícios em presença de público e darão preferência a visitas curtas às regiões. Neste mês de janeiro, enquanto esperam a tempestade da ômicron passar, os concorrentes se concentram em entrevistas de rádio, TV e lives nas redes sociais.

A candidata de extrema direita Marine Le Pen, que tinha um grande comício previsto para 15 de janeiro em Reims, na região de Champagne, adiou o encontro em três semanas, para 5 de fevereiro. A gestão da crise na saúde ocupa os membros do governo 24h, todos os dias da semana.

Nesse contexto de incertezas, o jornal Le Parisien afirma em manchete que há razões para se permanecer otimista diante da ômicron. Ao mesmo tempo em que a variante é extremamente transmissível, ela leva menos pacientes à UTI. Nas ondas epidêmicas anteriores, um em cada cinco infectados ocupava um leito de reanimação. Essa proporção passou de 1 para 15 no caso da ômicron.


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