Ômicron restringe celebrações de Ano Novo no mundo e reduz número de pessoas na Times Square

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Comemoração de Ano Novo na Times Square, em Nova York

Por Daniel Trotta

(Reuters) - A variante Ômicron do coronavírus reduziu as festividades de Ano Novo em grande parte do mundo: Paris cancelou seu show de fogos de artifício, Londres optou por mostrá-lo na televisão e Nova York diminuiu a famosa celebração de queda da bola na Times Square.

A bola iluminada feita de painéis de cristal Waterford deslizou de seu mastro à meia-noite na Times Square, mas apenas 15.000 espectadores foram autorizados a entrar na área de exibição oficial, em vez dos habituais 58.000.

Há um ano, a nova vacina disponível oferecia esperança de que a pandemia de Covid-19 pudesse estar sob controle no início de 2022. Em vez disso, a chegada repentina da Ômicron trouxe um aumento nos casos de coronavírus.

As infecções em todo o mundo atingiram um recorde nos últimos sete dias, com média de pouco mais de 1 milhão de casos detectados por dia entre 24 e 30 de dezembro, cerca de 100.000 acima do pico anterior registrado na quarta-feira, de acordo com dados da Reuters. As mortes, no entanto, não aumentaram na mesma proporção, o que traz esperança de que a nova variante seja menos letal.

A cidade de Nova York registrou um recorde de 44.000 casos na quarta-feira e outros 43.000 na quinta-feira, levando alguns críticos a questionar se as comemorações deveriam prosseguir.

Mas as autoridades decidiram que uma festa ao ar livre de foliões vacinados, com máscara e socialmente distantes era segura e uma opção melhor do que a festa praticamente vazia que aconteceu em 2021.

"Eu estaria mentindo se dissesse que não estou preocupada", afirmou Sue Park, uma estudante da Universidade de Columbia que foi uma das 15.000 pessoas autorizadas a assistir pessoalmente. "Definitivamente, acho que vale a pena vir celebrar. Será mais significativo estar no meio da multidão."

Em outros lugares ao redor do globo, os eventos foram reduzidos ou cancelados, como os fogos de artifício tradicionais sobre as Torres Petronas em Kuala Lumpur.

A meia-noite em Paris passou sem exibição de fogos de artifício planejada ou DJs, já que as autoridades municipais cancelaram eventos planejados na Champs-Élysées seguindo o conselho de um painel científico que declarou que as reuniões em massa seriam muito arriscadas.

Na Holanda, onde grupos ao ar livre de mais de quatro pessoas são proibidos, a polícia dispersou milhares de pessoas que se reuniram na Praça Dam, no centro de Amsterdã, informou a agência de notícias ANP.

Mas em Londres, onde uma queima de fogos de artifício e um show de luzes foram cancelados em outubro, as autoridades anunciaram na sexta-feira que o espetáculo ganharia vida na tela da televisão, com o Big Ben anunciando o Ano Novo pela primeira vez desde 2017, após uma restauração.

A China, onde o coronavírus surgiu pela primeira vez no final de 2019, estava em alerta máximo, com a cidade de Xian sob lockdown e eventos de Ano Novo cancelados em outras cidades.

((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))

REUTERS PF

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