Ômicron: risco de Covid longa é duas vezes menor do que pela Delta, diz estudo

As pessoas infectadas pela Ômicron têm menos da metade da probabilidade de desenvolver Covid longa, em comparação com as pessoas que foram contaminadas pela variante Delta. A conclusão é de um estudo publicado na revista The Lancet.

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Pesquisadores da King's College London, no Reino Unido, analisaram dados de 56 mil pessoas que pegaram Covid-19 durante a onda causada pela variante Ômicron, no início deste ano , e cerca de 41 mil que testaram positivo para a doença no ano passado, quando a Delta era a cepa dominante. As informações foram coletadas pelo aplicativo ZOE COVID, um estudo de longo prazo, no qual usuários inserem informações sobre sua saúde e resultados positivos para Covid-19. Todos os participantes haviam recebido pelo menos uma dose de vacina contra a Covid-19.

Para serem incluídos no estudo, os participantes tinham que relatar seu estado de saúde no aplicativo pelo menos uma vez por semana, por, no mínimo, quatro semanas após a infecção. A Covid longa foi definida como a persistência de sintomas pelo menos quatro semanas após a infecção.

Os resultados mostraram que daqueles que foram infectados durante a onda da Ômicron, cerca de 4,5% tiveram sintomas que duraram mais de quatro semanas, em comparação com 10,8% dos participantes que provavelmente pegaram a Delta. A gravidade dos sintomas não foi avaliada.

Covid longa: as descobertas da ciência sobre os sintomas persistentes da doença

Para os pesquisadores, a descoberta não é inesperada. Trabalhos anteriores mostraram que casos graves de Covid-19 tem maior probabilidade de levar a sintomas duradouros e a variante Ômicron tende a causar sintomas mais leves que suas antecessoras.

“Os sintomas agudos estão fortemente relacionados ao risco de Covid longa. Mas também sabemos que pessoas não hospitalizadas podem ter uma doença muito longa e debilitante", disse a pesquisadora Claire Steves, em comunicado.

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Por outro lado, ela alerta que o número de pessoas com problemas de saúde duradouros em decorrência de infecções pela Ômicron deve aumentar, já que a Ômicron é muito mais infectante que as variantes anteriores.

“É importante que as pessoas saibam que ainda é possível desenvolver Covid longa. Ainda há um número muito grande de pessoas sendo afetadas", disse Steves.

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