Última luta do UFC ou da carreira? Anderson Silva deixa futuro em aberto: 'Desejo é continuar'

Marcello Neves
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Foto: Jeff Bottari
Foto: Jeff Bottari

Ex-campeão peso-médio (até 84kg), Anderson Silva enfrenta Uriah Hall em Las Vegas, naquela que ele promete ser a última luta da careira. Promete, mas não está garantido. Segundo o Spider, que concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira, o seu desejo é de permanecer lutando mesmo que não seja pelo UFC. Tudo irá depender de uma conversa com Dana White.

— Pode ser que seja a última [do UFC], ou não (risos). Foi um comum acordo entre o Dana [White] e a gente. Vamos focar no Uriah. Tudo isso vai ser conversado. Meu foco agora é a luta com o Uriah, vamos ver o que vai acontecer. Depois, vamos ver o melhor caminho a ser tomado — declarou Anderson Silva.

O motivo de Anderson Silva não cravar que esta é a última luta pelo UFC é que, por contrato, ele ainda tem duas lutas a serem disputar. A primeira será contra Uriah Hall, mas e a segunda? E esse contrato implicaria para ele participar de outras organizações? Nem mesmo o Spider consegue explicar.

— Talvez eu faço outra luta por contrato, pode ser. Depois da luta, vou tomar decisões sobre se vou continuar ou não. Meu desejo é de continuar, claro, mas vou conversar com o Dana para ver o que é viável ou não — comentando Anderson, lembrando que ainda se sente bem fisicamente para seguir:

— O atleta tem essa coisa de o tempo exato para a aposentadoria. Você pode parar um dia e não querer mais. Não tem um momento ideal. Quando for para ser, eu vou sentir isso — completou.

Anderson Silva também lembrou da pandemia da Covid-19, que o fará se despedir com portões fechados. Ele lembra que nunca disputou uma luta sem público, mas entende a situação.

— Tudo mudou. O mundo mudou para todos, não só para os lutadores. Para mim é mais um dia de trabalho, onde tenho que dar 100%. Mas é diferente. Nunca lutei assim. Para mim, vai parecer que estou fazendo um treino. O esporte tomou proporções diferentes e os que movem massas estão se reinventando.

Maior luta da carreira: "A luta com o [Hayato] Sakurai foi a mais marcante da minha carreira. Estava lutando fora, representando o meu país e ganhei o meu primeiro cinturão

E no UFC? "A primeira luta com o Rich Franklin foi muito especial para mim. Foi a minha primeira conquista de cinturão"

Projeto no Xingu: "Me sinto abençoado por ter feito parte desse projeto. É um local que mantém as suas tradições por gerações e gerações. Foi muito legal.

Se pudesse resumir a sua carreira em uma palavra: "Amor"

Legado para o esporte: "É como um amigo meu fala. Legado não é o que você deixa, é o que você deixa nas pessoas. Acho que deixei amor, carinho, persistência. Isso é o que fica para as pessoas que acompanham. A minha trajetória.

Lutar boxe: "Tudo é possível. Eu estou na expectativa para ver essa luta entre Roy Jones e Mike Tayson. São dois ídolos que admiro muito. Pode ser que aconteça ou não [lutar no boxe], mas vamos aguardar.

Adesanya pode quebrar seus recordes: "As pessoas falam muito sobre isso. Nunca pensei nisso. Acho que quando você entra ali e faz com amor, você não fica preocupado com recordes. Fica preocupado em fazer o que você gosta. Tudo que aconteceu, aconteceu naturalmente. Adesanya é um garoto jovem, que tem um futuro brilhante. Está buscando o seu espaço e espero que conquiste os seus objetivos.

Khabib é o melhor de todos os tempos? "Para mim não existe essa discussão. Existem momento de pessoas que foram melhores em determinados momentos. George St-Pierre, Jon Jones, Pedro Riso, Vitor Belfort... Essa coisa de melhor não existe. Existe os melhores momentaneamente.