Último detento ocidental deixa Guantánamo

O último preso ocidental de Guantánamo, Omar Khadr, de origem canadense e detido desde 2002 depois de capturado no Afeganistão, deixou a prisão americana da ilha de Cuba com direção ao Canadá.

Um avião militar levou Khadr para o Canadá, onde ele deverá cumprir parte de sua pena em sua prisão de segurança máxima.

"Omar Ahmed Khadr foi transferido do centro de detenção da base Guantánamo de Cuba para o Canadá", confirmou o departamento de Defesa americano em um comunicado.

Um tribunal militar americano sentenciou Khadr a 40 anos de prisão em 2010 depois que ele se declarou culpado de jogar uma granada que matou um soldado americano no Afeganistão, em 2002. Quando ocorreram os fatos, Khadr tinha 15 anos.

Um acordo com o promotor reduziu sua sentença em 8 anos, e incluiu uma disposição através da qual ele podia pedir a repatriação para o Canadá depois de seu primeiro ano em Guantánamo. Esse anos terminou na segunda-feira passada.

A família de Khadr reside no Canadá e seu irmão comemorou sua chegada, anunciou sua intenção de ir visitá-lo na prisão.

Por sua parte, a organização de direitos humanos Centro para os Direitos Constitucionais (CCR) afirmou neste sábado que este acontecimento "põe fim a um dos episódios mais repugnantes da história".

"Khadr jamais deveria ter sido preso em Guantánamo. Tinha 15 anos quando ocorreu sua detenção e a prisão e o processo que sofreu por supostos crimes de guerra foram ilegais, assim como as torturas que padeceu", acrescenta o comunicado do CCR.

A Anistia Internacional também elogiou o que chamou de avanço.

"Khadr cresceu em Guantánamo e deve enfrentar a prisão o Canadá", afirmou a Anistia para quem este país deve tentar sanar os erros que o rapaz sofreu, realizando uma investigação completa e imparcial sobre as torturas que teria padecido.

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