Último sobrevivente do Khmer Vermelho nega responsabilidade no genocídio cambojano

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(Arquivo) Khieu Samphan, do Khmer Vermelho, em seu julgamento, em 16 de novembro de 2018 em Phnom Penh
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Khieu Samphan, o último sobrevivente dos líderes do Khmer Vermelho, negou nesta quinta-feira (19) sua responsabilidade no genocídio cometido há mais de quarenta anos no Camboja, diante de um tribunal internacional que analisa a apelação à sua condenação à prisão perpétua.

O governo comunista, dirigido pelo "irmão número 1" Pol Pot, de 1975 a 1979, deixou 2 milhões de vítimas entre os cambojanos, mortos em campos de trabalho, de fome ou executados em massa.

Khieu Samphan, ex-chefe de Estado do Khmer Vermelho, atualmente com 90 anos, recorreu de sua condenação por genocídio contra minorias étnicas vietnamitas, determinada em 2018.

Na segunda-feira, seus advogados alegaram que o tribunal apoiado pelas Nações Unidas que o condenou adotou uma "abordagem seletiva" das testemunhas e não deu a devida importância aos elementos ao seu favor.

"Rejeito categoricamente a acusação de que eu tive a intenção de cometer esses crimes", afirmou ele nesta quinta-feira, o último dia de audiências.

"Eu nunca os cometi", acrescentou.

Qualquer que seja o veredito de sua apelação pelas acusações de genocídio, esperado para 2022, Khieu Samphan afirmou hoje que seu destino já está selado. "Qualquer que seja sua decisão, morrerei na prisão", destacou.

"Sou julgado simbolicamente, ao invés de meus atos reais como indivíduo", afirmou.

Pol Pot, o "irmão número 1" que queria transformar o Camboja em uma utopia agrária, seu ex-ministro das Relações Exteriores Ieng Sary e sua esposa morreram sem serem julgados.

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