Entenda a diferença entre materiais biodegradáveis, recicláveis e reutilizáveis

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Por Ricardo Morato

Em nosso dia a dia nos deparamos com diversas situações relacionadas à preservação ambiental: lemos anúncios em embalagens indicando que o produto é biodegradável, encontramos lixeiras para depósito de recicláveis e a presença de peças reutilizáveis em obras de arte. Mas afinal de contas, qual é a real diferença entre materiais biodegradáveis, recicláveis e reutilizáveis?

Biodegradáveis

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Materiais biodegradáveis são aqueles capazes de sofrer transformações por meio de processos biológicos, aqueles que já transformam as moléculas orgânicas na natureza. São capazes de serem degradados em moléculas menores, dependendo do processo biológico de degradação. Se for, por exemplo, por intermédio de microrganismos aeróbios, vai gerar dióxido de carbono, água e novas células microbianas. Se for por processo anaeróbio, gerará dióxido de carbono, metano e outros gases”, explica Cláudia Echevenguá Teixeira, diretora
do Centro de Tecnologias Geoambientais, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Os materiais biodegradáveis, em condições controladas, são decompostos e desaparecem, considerando sua forma original. Para ser considerado biodegradável, é necessário que um material se decomponha em semanas ou meses e também ser descartado em local apropriado para que esse processo seja realizado em condições adequadas de temperatura, umidade, luz, oxigênio e nutrientes para a sua decomposição. Fazem parte dessa categoria todos aqueles que, potencialmente, sofram decomposição por ação de micro-organismos, como bioplásticos, madeira, papel, alguns tipos de detergentes, entre outros.

Recicláveis

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Os materiais recicláveis são aqueles capazes de serem reintroduzidos no processo fabril de origem ou em outro processo, gerando novos produtos ou insumos. Nesse processo há transformação das propriedades físicas, físico-químicas ou biológicas do material. Fazem parte dessa lista alumínio, pneus, baterias, plásticos, papel, vidro.

“Embalagens longa-vida, por exemplo, podem ser processadas e se tornam telhas. As latinhas de alumínio podem se transformam em componentes de automóveis. O jornal é usado em caixas de ovos e as garrafas PET viram componente de vestuário. Utensílios plásticos viram banco de praça”, conta André Vilhena, diretor do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), apontando alguns exemplos de materiais recicláveis e como podem ser reaproveitados a partir de um novo ciclo produtivo. “O Brasil é considerado referência mundial em reciclagem e é pioneiro entre países em desenvolvimento, apresentando um índice de 65% de reciclagem de embalagens pós-consumo, além do componente de inclusão social utilizado no modelo adotado pelo país”, completa.

Reutilizáveis

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São considerados materiais reutilizáveis aqueles que podem ser novamente utilizados, sem sofrerem alteração de suas propriedades físicas, físico-químicas ou biológicas. As garrafas retornáveis, utilizadas em larga escala pela indústria de bebidas, é um exemplo. Embalagens de vidro, como copos de requeijão ou potes de geleia, são outros exemplos para reutilização, como também os potes de sorvete, bastante utilizados para armazenar alimentos.

“Estamos crescendo na separação dos resíduos, mas ainda a maioria dos materiais presente nos resíduos vão ainda para os aterros sanitários. Quanto mais consciente for o nosso consumo, menos embalagens e resíduos descartaremos”, alerta Cláudia Echevenguá Teixeira, do IPT.