1,2 milhão de paulistanos já tiveram Covid-19, aponta pesquisa

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SAO PAULO, BRAZIL - JULY 07: Residents of Heliopolis wait in line during a food donation at the Baccarelli Institute headquarters amidst the coronavirus pandemic on July 7, 2020 in Sao Paulo, Brazil. Instituto Baccarelli is a non-profit organization that teaches music to more than 1200 underprivileged and socially vulnerable children and young people in Heliopolis, one of the biggest favelas in Sao Paulo of over 200,000 inhabitants. The Institute is responsible for creating the first orchestra in the world that emerged in a favela, the Heliopolis Symphonic Orchestra. With the social and economic impact of the coronavirus (COVID-19) pandemic in these poor communities, Instituto Baccarelli decided to raise funds and the donations are used for food, cleaning and hygiene products. (Photo by Alexandre Schneider/Getty Images)
(Foto: Getty Images)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Aproximadamente 10% da população na cidade de São Paulo têm anticorpos para o coronavírus. É isso que aponta a segunda fase do inquérito sorológico realizado pela gestão Covas (PSDB). O levantamento, feito para mapear os casos da doença na capital, apontou que 1,2 milhão de paulistanos entraram em contato com a doença.

A seleção dos participantes foi feita através de sorteio entre quem tem cadastro em unidades de saúde e os testes realizados em domicílio. A margem de erro da pesquisa é de 2,1%, ou seja, o percentual de infecção da população pode variar de 7,9% a 12,1%.

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A Prefeitura decidiu ampliar a realização do levantamento por amostragem. Antes, seriam cinco fases (0, 1, 2, 3 e 4). Agora, serão nove (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8). Isso aumentará em mais 242 mil o número de testes realizados por mês, totalizando cerca de 400 mil. A ideia é testar cinco pessoas que tiverem contato com aqueles cujo exame der positivo ou apresentarem sintomas respiratórios.

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O secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, explicou o intuito da medida. "Vamos dar um atestado médico para que as pessoas que tiveram contato com os casos positivos fiquem em casa até que saia o resultado. Isso reduz a movimentação dessas pessoas na cidade e também a transmissibilidade da doença. Muitas pessoas estão positivas e não têm sintomas, então, com isso, a gente passa a acompanhar a família que tem contato com essa pessoa, permitindo fazer o controle mais eficaz e flexibilizar com mais equidade a cidade."

As infecções assintomáticas representam 32,8% dos casos positivos na cidade de São Paulo.

Áreas mais vulneráveis A fase 1, realizada até a última terça-feira (7), mostrou que existem 14 áreas da capital paulista mais vulneráveis ao vírus: Brasilândia, Cachoeirinha, Jaçanã (ambos na zona norte de SP), Liberdade, Santa Cecília (ambos no centro), Cidade Ademar, Jardim São Luís, Campo Limpo, Capão Redondo (ambos na zona sul), Parque São Lucas, Sapopemba, Itaim Paulista, Itaquera e Lajeado (ambos na zona leste).

O perfil sociodemográfico das pessoas que tiveram contato com a doença também foi verificado nessa fase da pesquisa. A população mais atingida pela Covid-19 na capital tem entre 35 a 49 anos, são pardos, têm baixa escolaridade, possuem renda nas faixas D e E, vivem em domicílios com cinco ou mais moradores acima de 18 anos, disseram não praticar o distanciamento social e trabalham fora de casa ou em regime misto.

Diante da flexibilização do comércio em curso na capital paulista, o prefeito Bruno Covas afirmou que, a partir dos dados presentes no inquérito sorológico, é possível estabelecer estratégias importantes para ter a abertura com equidade na cidade. "Das 296 mil pessoas positivas para o coronavírus, a Prefeitura está acompanhando 288 mil desses casos, ou seja, 90%. O monitoramento de perto nos dará mais segurança para a reabertura."

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