100 dias após assassinato, caso Kathlen Romeu segue sem respostas

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<p>A história do cavalo de Troia na Grécia Antiga é conhecida: ao final da guerra entre gregos e troianos, os gregos fingem desistir da disputa e deixam aos portões da cidade de Troia um presente, um imenso cavalo de madeira. Troianos levam o cavalo para dentro de sua cidade e são surpreendidos ao ver sair de dentro dele soldados gregos, que estavam escondidos lá. Adaptada ao contexto do Rio de Janeiro, a 'troia' veio a significar uma emboscada feita por policiais para atacar supostos criminosos. A prática não é oficialmente reconhecida pelas forças policiais, mas moradores de favelas, organizações que atuam nelas e entidades de defesa de direitos denunciam esse tipo de estratégia há anos.</p>
Jovem de apenas 24 anos estava grávida de 4 meses. (Foto: Reprodução)
  • Laudo da simulação está com um mês de atraso

  • Família lamenta e denuncia a situação

  • Kathlen foi morta com tiro de fuzil em operação policial

Cem dias após a decoradora de interiores Kathlen Romeu, de 24 anos, que estava grávida de quatro meses, ser morta com um tiro de fuzil disparado por um policial, o caso segue sem respostas. A jovem morreu no Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio de Janeiro, quando visitava a família.

No dia 14 de julho, a Polícia Civil realizou a reconstituição simulada do crime e tinha um prazo de dois meses para apresentar resultados. Três meses depois, o laudo da simulaçãi ainda não foi divulgado.

A família lamenta a falta de respostas.

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"Onde está esse laudo? Esse laudo é conclusivo. Minha filha só tinha 24 anos, ela tinha toda uma vida pela frente. Todo um caminho. Minha filha tinha saúde, mas foi abatida igual um bicho. Minha filha foi assassinada como se fosse um bandido e sem direito de se defender", denunicou a mãe de Kathlen, Jaqueline Oliveira.

"Estávamos traçando vários planos, várias metas e, do nada, tudo acabou. Da forma que foi e por culpa do Estado. É muito difícil", afirmou o namorado de Kathlen, Marcelo Ramos Silva.

"Eu quero justiça. Já que minha filha não teve o direito a ser mãe, eu quero o direito à Justiça. Como não tem resposta? Como não tem justiça? O mundo pode esquecer, mas eu não vou esquecer e eu não vou deixar para lá", disse a mãe.

Sobre o atraso, a Polícia Civil disse apenas que a investigação da Delegacia de Homicídios está em andamento e que está aguardando os resultados.

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